quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Iluminação acesa na Agamenon Magalhães em plena luz do dia





Embora não vá fazer a menor diferença no visual da cidade durante o dia, as luzes de Natal da Avenida Agamenon Magalhães permaneceram acesas nesta tarde (as fotos acima comprovam). O mesmo aconteceu no ano passado e foi denunciado pelo Blog de Jamildo. Atenção pessoal da PCR, vamos evitar o desperdício.

Blog de Jamildo

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Dengue cresce 372% no Recife

Casos confirmados da forma clássica da doença cresceram 372% entre 2007 e 2008, segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Wagner Sarmento

wsarmento@jc.com.br

O número de casos confirmados de dengue cresceu 372% no Recife entre 2007 e 2008. Balanço divulgado, ontem, pela Secretaria Municipal de Saúde revelou que, do início de janeiro a 15 de outubro deste ano, foram comprovados 3.162 registros da doença, contra 670 no mesmo período do ano passado. As notificações sofreram aumento de 161%, passando de 3.233 para 8.453. O Ministério da Saúde (MS) alertou que os prognósticos para 2009 são ainda piores.

“O aumento se observou não só aqui, mas no Brasil todo. A cidade apresenta condições favoráveis para proliferação do mosquito. Os números só não foram maiores por causa das medidas que tomamos para frear o avanço da doença”, ponderou a secretária Tereza Campos.

Nos últimos meses, no entanto, os registros de pessoas acometidas por dengue têm caído. Em agosto, a PCR confirmou 36 casos. O número despencou para quatro em setembro. Até a semana passada, nenhum caso havia sido comprovado em outubro. A queda, porém, não permite comemorações, garantiu Tereza. “É natural essa tendência de redução. O aumento nos casos começa em janeiro e chega ao pico nos meses seguintes. No meio do ano, o índice cai”, explicou.

Segundo ela, os ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, duram até um ano e eclodem sobretudo no período do inverno, quando há maior alternância entre sol e chuva. “A gente não pode dar trégua ao mosquito. As ações precisam continuar. É preciso reforçar a importância da população nesse processo”, frisou.

A secretária municipal participou de duas reuniões recentes no MS para traçar estratégias de combate à dengue para o ano que vem. O Recife será uma das cidades contempladas com nova armadilha para capturar o mosquito adulto, chamada de mosquitrap. O ministério ainda vai definir quando os equipamentos chegarão à capital pernambucana e quais os bairros contemplados. Com 584 notificações este ano, a Várzea, Zona Oeste, lidera o ranking das localidades. Outro projeto federal a ser implementado no Recife é um novo teste que diagnostica a doença em 15 minutos e identifica o sorotipo em circulação.

“O cenário para o próximo ano é preocupante. Existem quatro tipos de vírus e um deles ainda não entrou no Brasil. Nada garante que ele não chegará. Temos que nos preparar. O cerco montado contra o mosquito tem que ser maior e o sistema de saúde precisa estar preparado para atender a população”, observou Tereza Campos.

A gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Adriana Regina Lucena, disse que Pernambuco vai receber, ainda este mês, R$ 7,4 milhões do MS. O Estado tem 38 municípios na lista de prioridades do programa nacional de combate à dengue. “Já estamos traçando as estratégias para 2009. O momento é ideal. O ministério revelou que existe o risco de uma epidemia de dengue do tipo 2. Aqui há uma suscetibilidade grande. Com a identificação precoce de focos da doença, fica mais fácil vencer o problema”, declarou.

A cada 15 dias, a PCR promove a troca de 2,5 mil ovitrampas, armadilhas para coletar ovos do mosquito, espalhadas pela cidade. No bairro da Várzea, os agentes de saúde ambiental visitaram 295 residências. Ninguém da família da dona de casa Maria José Feitosa, 73 anos, contraiu dengue até hoje.

Consciente da importância da prevenção, a moradora da UR-7, na Várzea, faz sua parte. “A cisterna vive fechada. Afinal, quem não tem medo dessa doença?”, indagou. Ação realizada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) eliminou 43 focos e 56 depósitos de dengue.

http://jc.uol.com.br/jornal/2008/10/23/not_304595.php

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Motoristas em greve tomam chaves de ônibus e furam pneus

Por volta das 10h30 desta sexta-feira (20), um grupo formado por 20 a 30 motoristas de ônibus, que estão em paralisação de 24 horas desde a 0h, causou tumulto na Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, na Zona Norte do Recife.

Alguns ônibus que trafegavam no sentido cidade-subúrbio foram parados pelos manifestantes, que invadiam os coletivos, tomavam as chaves dos condutores e furavam os pneus dianteiros. A pista ficou interrompida.

Na confusão, um dos passageiros reagiu, criando princípio de tumulto. Um tiro foi dado para o alto, mas ainda não se sabe quem o disparou. Durante a confusão, sete ônibus foram parados e três deles tiveram os pneus furados.

O 16º Batalhão da Polícia Militar foi ao local para controlar a confusão. Segundo a polícia, os manifestantes pareciam alcoolizados. Eles não foram detidos. Esse mesmo grupo de motoristas teria, ainda nesta manhã, realizado o mesmo tipo de manifestação na Rua Siqueira Campos, no Centro do Recife.

A paralisação, decidida nessa quinta à noite, está prevista para terminar à meia-noite e deixa sem transporte um contingente de quase 1,7 milhão de pessoas no Grande Recife.

http://jc.uol.com.br/2008/06/20/not_172020.php

Motorista de ônibus faz greve de um dia

Após exaustiva negociação entre os Sindicatos das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Setrans) e dos Trabalhadores Rodoviários, realizada ontem à tarde no Ministério do Trabalho, no Espinheiro, Zona Norte do Recife, motoristas de ônibus, cobradores, fiscais de linha e mecânicos de coletivos resolveram cruzar os braços por 24 horas. Da 0h de hoje até a 0h de amanhã, não haverá circulação de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR).

A categoria reivindica reajuste salarial de 12,8%, mas os donos de empresas ofereceram apenas 4%, divididos em duas vezes. A paralisação de advertência deve prejudicar aproximadamente 1,7 milhão de usuários que circulam todos os dias em coletivos do Grande Recife. Os motoristas informaram que os trabalhadores que furarem o movimento serão retirados à força dos ônibus.

Uma nova reunião entre os dois sindicatos deve acontecer na próxima quarta-feira. Se não houver avanço nas negociações, os trabalhadores prometem parar por tempo indeterminado.

Assim que decidiram pela greve de advertência, vários cobradores e motoristas de ônibus saíram em passeata, por volta das 18h40. Eles andaram pela Avenida Agamenon Magalhães até a Praça do Derby, rumaram para a Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, onde o movimento foi dispersado. Houve grande congestionamento. ”Nosso movimento é pacífico. Estamos fazendo essa passeata para avisar à população e aos motoristas que não haverá ônibus na sexta-feira (hoje). Sabemos que isso ocasiona transtorno, mas não podemos ficar com esse reajuste irrisório”, disse Patrício Magalhães, presidente do Sindicato dos Rodoviários.

Durante a caminhada, o clima ficou tenso no cruzamento da Conde da Boa Vista com a Rua do Hospício. Um motorista de ônibus tentou dar a volta e gerou revolta dos manifestantes, que, por pouco, também não entraram em conflito com batedores da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU).

As opiniões de usuários que enfrentaram o congestionamento se dividiam, mas a maioria criticava o movimento. “Todos têm direito de reivindicar, mas eles precisam saber que vão prejudicar muita gente. Moro em Candeias (Jaboatão), trabalho no Espinheiro. Todos os dias, utilizo quatro coletivos. Meu patrão não vai querer saber que não tem ônibus, mas infelizmente não vou trabalhar”, reclamou a assistente administrativa Azenate Gomes. “Se não tiveram o aumento desejado, eles devem reivindicar mesmo. É bom que não vou trabalhar. Fico descansando”, disse uma auxiliar de enfermagem, que não quis ser identificada.

http://jc.uol.com.br/jornal/2008/06/20/not_287044.php

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Prefeitura foi alertada para risco de muro que matou idosa

A aposentada Severina Gonçalves de Andrade, 72 anos, proprietária da casa no Alto José Bonifácio, Zona Norte do Recife, cujo muro desabou, na manhã de segunda-feira, matando uma senhora de 66 anos, informou que a Prefeitura do Recife havia sido alertada para o perigo desde 2004. Para comprovar o que estava dizendo, a dona de casa mostrou um ofício em que um vereador da área, a pedido dela, requer intervenção urgente do poder municipal para recuperar o muro por existir grande risco de desabamento.

Severina conta que, depois do requerimento, equipes da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) estiveram duas vezes no local e constataram rachaduras no muro de tijolo. “Não posso ser culpada de nada. Esse muro foi construído na gestão de Augusto Lucena (década de 70). Em 2004, sabendo do risco, nós fizemos o alerta. Os técnicos vieram aqui, disseram que realmente havia risco, mas a prefeitura não tomou providências. Era para derrubar e fazer outro.”

A dona de casa contou que havia chamado a atenção de Elizete Batista de Freitas, que morreu após o desabamento. “Ela estava morando na casa há pouco mais de um ano. Quando veio para cá, informei que o muro estava com problema e que a prefeitura estava sabendo. O grave é que nada foi feito e ocorreu essa tragédia.”

Na manhã de ontem, a área estava isolada. No entanto, vizinhos não respeitaram a determinação e reviraram escombros em busca de objetos. “Tem muita gente que quer roubar fio para vender”, disse um vizinho. Um dia após o acidente, moradores do Alto José Bonifácio estavam assustados. “A gente mora aqui porque é o jeito. Quando a chuva chega forte temos que rezar para não acontecer nada”, diz a dona de casa Maria Santana Lima, 42.

O garoto João Marcos da Silva, 10, neto da aposentada Elizete de Freitas, que sofreu traumatismo craniano no acidente, recebeu alta do Hospital da Restauração (HR). O corpo da aposentada foi sepultado, na tarde de ontem, no Cemitério de Casa Amarela, Zona Norte. Familiares da vítima não quiseram falar sobre o assunto e não autorizaram fotografias.

Na madrugada de ontem, a chuva intensa derrubou parte de uma casa na Avenida Chagas Ferreira, na Linha do Tiro, Zona Norte. O comerciante Josemar Vieira da Silva, 32, dono da casa, sofreu escoriações. No momento do desabamento, havia seis pessoas no local. “Tivemos muita sorte. Minha avó estava dormindo na sala, justamente onde ocorreu o acidente. Ela não sofreu nada”, contou.

Na tarde de ontem, Josemar informou que ligou várias vezes para a Codecir, mas, ninguém havia aparecido no local. “Pago meus impostos em dia e não recebo nenhum tipo de assistência. Ligamos muito para a Defesa Civil e nada.”

Na Várzea, a dona de casa Luzia Nascimento também reclamou da lentidão. Segunda-feira, uma pequena barreira deslizou em frente a sua casa. “Minha residência sofre risco. Ligamos para a Codecir, mas ninguém apareceu. Vou continuar aqui. Não tenho o que fazer”, avisou.

A Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), por meio da assessoria de imprensa, comunicou que a Codecir esteve no local, no entanto, constatou que não havia risco iminente de desabamento do muro. A assessoria informou que a prefeitura lamenta a morte da aposentada. A família da vítima foi incluída no programa de auxílio-moradia. A PCR salientou que, desde 2001, investiu R$ 280 milhões em ações preventivas e educativas em morros.

ANTENA

A ventania de ontem causou acidente no Espinheiro, Zona Norte, às 12h. Um pedaço da antena de transmissão da Rádio Transamérica, na Rua Marquês de Paraná, caiu, atingindo o telhado da emissora. Ninguém se feriu. A rádio está fora do ar e só deve voltar ao normal hoje à noite.

Vizinhos reclamam que a antena está mal colocada. “Todos estão com medo de que isso vire”, disse a dona de casa Germana Barbosa, 58. A torre tem 77 metros. A peça que desabou ficava no topo.

http://jc.uol.com.br/jornal/2008/06/18/not_286720.php

Recife possui 39 pontos de alagamentos

A cada inverno, o cenário é o mesmo. Os dramas e alagamentos se repetem. Para qualquer recifense conhecedor da cidade, é possível indicar, sem sair de casa, os locais que ficam repletos de água. A capital tem hoje 39 pontos de alagamentos considerados críticos, segundo levantamento da prefeitura. São lugares que enfrentaram, por anos e anos, a conseqüência da falta de infra-estrutura do sistema de drenagem.

Ruas e avenidas que se transformam em mar porque a água não tem para onde escoar. Quando existe drenagem, na maioria dos casos, as canaletas estão obstruídas. Pontos que até sofreram algum tipo de intervenção por parte do município, mas sem resultados positivos diante de precipitações pluviométricas intensas.

Exemplos não faltam na cidade. A Avenida Caxangá, na Zona Oeste, sob o viaduto da BR-101, tem problemas há mais de 20 anos. Com a chuva de anteontem, o local virou um mar, obrigando os carros a trafegar na faixa exclusiva de ônibus, também alagada. O vendedor Carlos Silva, 49, contabiliza prejuízos quando chove há pelo menos 11 anos. “Nunca foi feito nada por aqui. No máximo, desobstruem algumas canaletas e vão embora”, afirma.

Outro ponto histórico de alagamentos, o bairro de Jardim São Paulo, nas imediações da Avenida Recife, ficou tão alagado, anteontem, que para sair do bairro os motoristas trafegaram na contramão.

A intensa chuva de segunda-feira mostrou que os alagamentos da cidade são os mesmos de sempre e que as poucas intervenções feitas até agora não conseguiram resolver antigos problemas.

A Rua Conselheiro Portela, no Espinheiro, Zona Norte do Recife, é um exemplo. No ano passado, a prefeitura construiu um minirreservatório na Rua Santo Elias, transversal da Conselheiro Portela, mas não acabou com os alagamentos na área. “Criamos expectativa quando as obras foram concluídas, só que foi em vão. Com qualquer chuva tudo alaga do mesmo jeito e, no meu caso, o faturamento é zero. A única diferença é que agora a água escoa mais rápido”, critica Rafael Gomes, gerente de um posto instalado na esquina das duas vias.

O assessor executivo da Secretaria de Serviços Públicos do Recife, Antônio Valdo, afirma que o município investiu quase R$ 25 milhões em obras estruturadoras do sistema de drenagem, mas pondera que essas intervenções nunca serão suficientes conforme a intensidade das chuvas. “As precipitações de segunda-feira, assim como as do dia 31 de março, foram atípicas. E a eficiência de um sistema de drenagem está diretamente ligada à capacidade do curso da água”, explica.

Além dos transtornos, os alagamentos provocam o desgaste precoce do pavimento das ruas e avenidas, aumentando os buracos. Na Avenida Norte, em Santo Amaro, área central do Recife, uma seqüência de crateras tem assustado motoristas e provocado estragos nos veículos. A via encontra-se em obras, mas segundo moradores da área, há uma semana os buracos surgiram e, a cada chuva, aumentam mais.

http://jc.uol.com.br/jornal/2008/06/18/not_286721.php

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Cesta básica sobe em maio em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. Recife brilha, com a mais alta

Foto: Guga Matos / JC Imagem

Em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da cesta básica teve alta no mês de maio.

Recife é a capital onde se registrou a maior alta, com 14,19% de aumento no preço dos produtos da cesta. Em seguida, vêm Natal (8,91%) e Florianópolis (7,61%).

Goiânia e Salvador foram as duas únicas cidades que apresentaram redução nos preços da cesta básica, com queda de 1,19% e 0,35% respectivamente.

De acordo com o Dieese, Porto Alegre tem a cesta básica mais cara do Brasil, vendida a R$ 236,58. Em segundo lugar vem São Paulo (R$ 233,92) e, em terceiro, Belo Horizonte (R$ 230,55). A capital mineira caiu duas posições no ranking das cidades com cesta básica mais cara; em abril, Belo Horizonte ocupava o primeiro lugar.

O Dieese encontrou em maio as cestas básicas mais baratas em Salvador (R$ 176,05), Aracaju (R$ 183,40) e João Pessoa (R$ 187,21). A diferença entre a cesta mais cara (Porto Alegre) e a mais barata (Salvador) é de R$ 60,53.

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Alimentos sobem 14% no Recife

Da Folha Online

O preço da cesta básica caiu apenas em duas das 16 capitais pesquisas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mensalmente, segundo dados divulgados hoje na Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

Apresentaram queda no preço dos gêneros alimentícios essenciais, em maio, Goiânia (recuo de 1,19%) e Salvador (baixa de 0,35%). Rio de Janeiro (0,31%) e Belo Horizonte (0,98%) tiveram altas moderadas, mas localidades como Recife (14,19%), Natal (8,91%) e Florianópolis (7,61%) registraram fortes elevações.

Com a variação de maio, o quadro das capitais nas quais foram verificados os maiores custos para a cesta básica mudou. O maior valor foi apurado em Porto Alegre (R$ 236,58), seguido por São Paulo (R$ 233,92) e e Belo Horizonte (R$ 230,55) --em abril, o maior custo foi da capital mineira. Na outra ponta, Salvador (R$ 176,05), Aracaju (R$ 183,40) e João Pessoa (R$ 187,21) registraram os menores valores. Com base no custo apurado para a cesta mais cara (Porto Alegre), e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário passou a corresponder, em maio, a R$ 1.987,51, o que representa 4,79 vezes o piso em vigor (R$ 415).

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domingo, 1 de junho de 2008

Qual o futuro da beira-mar?

O pernambucano talvez não tenha se dado conta, mas o litoral do estado está encolhendo. Uma mostra da gravidade da situação foi apontada em um estudo recente divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe).

Houve perda de 25 metros de praia no litoral, em um período de 10 anos, avaliado entre 1985 e 1995. Uma média de 2,5 metros por ano. O dado é apenas um parâmetro do preocupante prognóstico para o futuro. A pergunta inevitável é como ficariam as nossas praias urbanas com uma perda de mais 25 metros de litoral? E a resposta é que elas simplesmente deixariam de existir e o mar chegaria onde hoje é a beira-mar.

Uma das razões para essa fragilidade é que a faixa de areia não edificada é ínfima. Para se ter uma idéia, os especialistas em geologia marinha apontam uma margem de segurança entre 50 e 60 metros de faixa de areia. Em Boa Viagem, essa margem não chega a 20 metros e na orla de Jaboatão, em alguns trechos, há menos de cinco metros de areia, ou nenhuma.

Para os especialistas, o destino da beira-mar de Pernambuco depende do que for feito, a partir de agora, para preservar o que resta de praia. "Nosso litoral está se afogando", alerta o professor e pioneiro em geologia marinha no estado Paulo Coutinho. Segundo ele, o litoral Pernambucano tem características próprias que por si já o fragilizam para enfrentar o mar, entre as quais a ausência de dunas, uma plataforma estreita e a presença de muitos estuários.

Ao lado, de baixo para a cima, o mesmo trecho da praia de Boa Viagem. Em 1989, com vegetação e areia, em 1995, após obra no calçadão e, finalmente, em 2008: apenas pedras.

Além de tudo isso, há ainda a ocupação desordenada e o aumento do nível do mar, que deixam o estado numa situação limite. "O ponto positivo é que temos os recifes que nos protegem, mas eles sozinhos não resolvem tudo. Onde houve ocupação irregular, o mar avançou", explica Coutinho.

Foi em 1994 que Boa Viagem acordou assustada com uma ressaca que destruiu parte do calçadão. A área afetada, na época , com cerca de 1,5 quilômetros de extensão, já se estende a 2,5 quilômetros. O enrocamento de pedras vem conseguindo preservar a área do calçadão, mas nesse trechoa praia não existe mais.

"Na época, o departamento de geologia da UFPE fez um estudo que previa além do enrocamento em pedras, também o engordamento da praia e um quebra-mar, mas somente o enrocamento foi feito até hoje. E já se passaram 14 anos", afirma Coutinho.

Quem conhece hoje o trecho engolido pelo mar, entre a Pracinha de Boa Viagem e o Castelinho, não imagina que no final da década de 80 havia uma grande faixa de areia e até vegetação, mas uma intervenção urbanística acabou por traçar o futuro da orla. "Com o Projeto Cura houve um alargamento do calçadão de Boa Viagem, ocupando a faixa de areia. Na época, já se orientava sobre os riscos ambientais, mas não levaram a sério e a natureza respondeu", revela o geólogo e professor da UFPE Valdir Manso.

Levar em conta o que a ciência diz e a partir daí tomar providências parece simples, e é, mas na prática isso não acontece. "Não se pode brincar com o mar. Uma vez iniciada uma obra ela tem que ir até o final e é exatamente o que nunca é feito. A única exceção nesses últimos 20 anos foi Brasília Teimosa, onde a praia foi recuperada numa intervenção de sucesso", detalha Manso.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/06/01/urbana5_0.asp

Greve dos garis coloca contratos sob suspeição

Empresa responsável por 70% da coleta no Recife responde ações em outras cidades.

Paulo Rebêlo
Da equipe do Diario

O que leva o poder público a contratar e renovar a concessão de empresas que, Brasil afora, há anos respondem ações por improbidade administrativa, indícios de superfaturamento e investigações do Ministério Público e de Tribunais de Contas? A greve dos garis e a subsequente paralisação da coleta de lixo no Recife, durante toda a semana passada, acende a luz amarela para os contratos municipais com empresas do setor de limpeza urbana.

Pelos números oficiais, a Qualix Serviços Ambientais Ltda responde por 70% do serviço de limpeza - coleta do lixo, transporte, manuseio etc. - no Recife. A empresa é o pivô da crise que culminou com a paralisação dos garis, a partir de reivindicações por melhores salários e benefícios. Os outros 30% estão a cargo da Andrade Guedes. A Qualix, no entanto, já teve participação bem maior do que os atuais 70% nos anos que antecedem o processo de concorrência, efetuado em 2002, pela Empresa de Limpeza Urbana (Emlurb). Os contratos locais da Qualix, contudo, vêm de mais longe, desde o início da atual gestão municipal - quando a empresa ainda se chamava Enterpa.

Coincidência ou não, durante a semana da greve o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, em votação unânime, a indisponibilidade dos bens da Qualix no Distrito Federal, a partir de uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. As investigações por lá correm desde 1999 e apontam indícios de superfaturamento e outras ilicitudes envolvendo a gestão do então governador Joaquim Roriz com a Qualix e a empresa municipal de limpeza urbana. Em novembro de 2007, o deputado José Antônio Reguffe (PDT-DF) questionou na tribuna a renovação do contrato por mais seis meses, no valor de R$ 83 milhões, "de uma empresa que é alvo de sérias investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Distrito Federal por causa de suspeita de irregularidades".

Em Cuiabá (MT), a Qualix começou a ser investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada este ano, atingindo a gestão do atual prefeito Wilson Santos (PSDB) e do seu antecessor Roberto França, que esteve à frente do executivo entre 1997 e 2004. Em Cuiabá, a Qualix fatura oficialmente R$ 1,1 milhão por mês para o serviço. Um valor inferior ao do Recife, aliás.

Dentre outras locações Brasil afora, a Qualix também é responsável pela coleta de lixo em Porto Alegre (RS) e ganhou os holofotes naquele mesmo ano de 2004, em São Paulo, envolvendo o nome da então prefeita Marta Suplicy (PT). Na época, a polêmica ficou conhecida como a "máfia do lixo paulista" e atingiu outros nomes do partido. Ocorreu porque os consórcios que seriam declarados vencedores da licitação contavam com empresas investigadas pelo Ministério Público Estadual e figuravam entre as principais doadoras de campanha da prefeita. A Enterpa (hoje Qualix) dividia o bolo com a Vega, Cliba e Queiroz Galvão - e dominavam a maioria dos contratos de limpeza desde as gestões Paulo Maluf e Celso Pitta na capital paulista.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/06/01/politica1_0.asp

quarta-feira, 28 de maio de 2008

TCE susta mais um pregão da Prefeitura do Recife

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE) aprovou Medida Cautelar determinando à Prefeitura do Recife que suste o Pregão nº 003/2008, tipo menor preço por lote, cuja abertura das propostas estava prevista para hoje (dia 29), até o pronunciamento final do Tribunal.


O objeto do certame é a aquisição de fardamento escolar (shorts, camisas, calças, sapatos e meias) para atender às necessidades da rede municipal de ensino.


Segundo a conselheira Teresa Duere, relatora da prestação de contas da Prefeitura da capital do exercício financeiro de 2008, o Edital do Pregão contém diversas irregularidades, entre elas a exigência de uma amostra do tecido antes da abertura dos envelopes, o conhecimento antecipado dos licitantes e a não inclusão de critérios objetivos para a avaliação dessas amostras. Isso, disse ela, afronta os princípios da igualdade e da competitividade.


O Pregão está dividido em quatro lotes, a saber: um para aquisição de 148 mil shorts, 148 mil camisas e 148 mil pares de meia; o segundo para a compra de 52 mil shorts, 52 mil camisas, 52 mil pares de meia, 26 mil pares de sapato e 26 mil calças tactel; o terceiro para aquisição de 28 mil camisas de farda, 28 mil pares de meia, 14 mil calças jeans e 14 mil pares de sapato; e, o quarto e último, para a compra de 40 mil shorts (para creches), 20 mil camisas sem manga e 20 mil camisas com manga. (Do portal do TCE).

http://www.blogdomagno.com.br/

terça-feira, 27 de maio de 2008

Domingos Ferreira: se era ruim, vai ficar pior

Os moradores da Zona Sul que enfrenta o dramático Corredor Leste-Oeste, na Boa Vista, vai penar ainda mais para chegar em casa. As duas faixas da Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, já foram interditadas desde as 7h, para obra de esgoto da Compesa. O inferno astral para o cidadão recifense vai durar 30 dias.

Se o trânsito já era um caos no local, vai ficar bem pior.
Sem rotas de fuga, resta apenas a Mascarenhas de Moraes. Porém, para chegar lá o motorista vive um outro drama, além do congestionamento: os assaltos. Realmente, o problema do trânsito será um dos principais motes de campanha este ano para os candidatos à Prefeitura do Recife.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Usuários reclamam de demora e transtornos na avenida Conde da Boa Vista

Quando a Prefeitura do Recife anunciou a construção do Corredor Leste-Oeste na principal avenida da cidade – a Conde da Boa Vista – os mais de 400 mil usuários que diariamente passam por lá imaginavam que o transtorno e a desorganização tanto no trânsito quanto nas paradas de ônibus iriam melhorar. Depois de anos, a população conseguia enxergar uma luz no fim do túnel e teria, enfim, pelo menos na Boa Vista, um transporte organizado. Era apenas imaginação.

A desordem no trânsito da Boa Vista começou antes da inauguração. Durante as obras o caos era diário e perdurava por quase todos os horários do dia. Mais uma vez, a população acreditava que aquilo era passageiro. Responsável pela obra, a Prefeitura do Recife investiu e ainda investe pesado em campanhas publicitárias tentando esclarecer para todos a finalidade e importância do projeto, tido como um dos principais dessa última gestão de João Paulo.

Terminada a obra, veio a tão esperada inauguração. Os engarrafamentos e a espera da população pelos ônibus continuavam. Mais uma vez a alegação dos técnicos da prefeitura e da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) era o período de adaptação.

Mas até agora nada. Depois de inaugurada, muitas mudanças – que não estavam previstas – foram feitas na Conde da Boa Vista. Cinco linhas de ônibus já deixaram de circular pela avenida, dez deixaram de parar no local; proibiram o embarque e desembarque de passageiros de carros particulares e de táxis, inverteram as ordens de algumas paradas, ou seja, fizeram uma série de modificações que complicaram de vez a cabeça do público.

Os passageiros reclamam também das condições das paradas, que são muito estreitas e o principal, reclamam da demora. Pessoas que antes faziam o percurso em poucos minutos, hoje, chegam a levar horas. “Antes eu demorava mais ou menos 15 a 20 minutos para ir da Boa Vista até a Agamenon Magalhães. Hoje, no mesmo percurso, eu levo quase uma hora”, diz um comerciante.

“Fica muito apertado e as vezes passa um ônibus pelo outro e a gente não tem como ver o outro”, reclamou a telefonista Sônia Bezerra. “É muito estreito, as pessoas passam correndo e você fica sem saber o que aconteceu”, diz a estudante Thaís Nascimento.

Outra reclamação dos usuários que utilizam as paradas da Boa Vista é visualização os coletivos. “Você não sabe o que fazer. Tem gente pegando ônibus e outras pessoas querendo ver qual é o ônibus que vem logo atrás. Termina que muitos passam de lado e você ficas impossibilitada de ver se era o seu ou não”, contou a atendente Elaine Gomes.

Com informações da Rede Globo / NE TV 1a Edição, 21.05.2008.

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terça-feira, 20 de maio de 2008

Nordeste: Cidades podem ficar sem verba, Recife e Jaboatão estão entre elas.

BRASÍLIA - No aniversário de um ano do Plano de Desenvolvimento da Educação, comemorado ontem (19), o ministro da Educação, Fernando Haddad, informou que serão investidos mais de R$ 600 milhões no programa Caminho da Escola, que terá linha de crédito do BNDES para aquisição pelas prefeituras de veículos escolares. No entanto, 373 cidades nordestinas estão na relação das que podem perder os recursos repassados pelo MEC para transporte escolar. Elas ainda não prestaram contas do dinheiro repassado pelo Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Em todo o país, são 945 municípios inadimplentes. As duas maiores cidades de Pernambuco, Recife e Jaboatão dos Guararapes, por exemplo, fazem parte da relação. A prestarão das contas do dinheiro recebido durante o ano de 2007 deveria ter sido feita até 15 de abril deste ano.

O repasse será suspenso, até que as informações sejam enviadas ao MEC. Na região Nordeste, os estados que têm mais municípios em situação de inadimplência são o Maranhão, com 83, e a Bahia, 75. Em seguida, aparecem o Piauí (45), Rio Grande do Norte (37) e a Paraíba (35). Alagoas, Pernambuco e Ceará têm 26 municípios nesta situação e Sergipe é onde a situação atinge o menor número de administrações: 20.

A oferta de transporte para que crianças e jovens do interior possam ir à escola com segurança está entre as principais ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Haddad disse que é a primeira vez que o governo federal prevê recursos, veículos de qualidade e a segurança dos alunos. "O cuidado com a segurança dos alunos é o ponto de destaque do programa", afirma. Os ônibus são padronizados, com estrutura para trafegar em estradas rurais, certificados pelo Instituto de Metrologia (Inmetro) e com ciclo de renovação da frota previsto para dez anos. É a esperança para que milhares de crianças nordestinas tenham transporte garantido e deixem de caminhar horas por dia para chegar a suas escolas, como acontece em muitas de nossas cidades.

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

O balé está morrendo

Foi chocante, deprimente e lamentável tomar conhecimento, ontem, no Globo Comunidade, da competente Beatriz Castro, que o Balé Popular do Recife padece por falta de apoio.

Ao completar 30 anos difundindo o que há de mais expressivo nas manifestações culturais da região, tendo chegado a mais de 40 países, inclusive Estados Unidos, China e Japão, o grupo não se pode dar ao luxo de ter sequer uma sede própria.

Aliás, o aluguel do prédio que guarda a indumentária dos seus integrantes e faz seus ensaios, está atrasado há sete meses. Cadê o poder público, meu bom Deus, que não enxerga uma situação de miséria dessas?

É por essa e outras que o turismo do Estado continua patinando, esmagado pela Bahia, que sabe valorizar talento, seriedade e amor aos mais ricos instrumentos de difusão da arte de sua gente. O Balé Popular do Recife é um dos maiores patrimônios vivos do Nordeste.

Com ele, o País popularizou o pastoril, o carnaval, o forró, o maracatu, o bumba-meu-boi, enfim, o que há de mais tradicional da nossa rica cultura popular. Se o Governo não despertar, o País perderá um dos seus ícones culturais.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Taxistas acusam CTTU de vender licenças clonadas

Um grupo de taxistas está denunciando esquema de venda de concessões de praças de táxis clonadas na Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), com a participação de funcionários do órgão. Os denunciantes alegam ter sofrido um prejuízo de R$ 360 mil. A acusação chegou à Justiça através de um mandado de segurança impetrado na 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

A CTTU iniciou investigação administrativa e um dos funcionários suspeitos foi exonerado das funções. Pelo menos 12 motoristas foram prejudicados e há possibilidade de que mais concessões clonadas tenham sido negociadas.

Pela denúncia dos motoristas, o esquema funcionava da seguinte maneira: concessões de táxis, cujos proprietários não estavam fazendo o recadastramento, obrigatório e anual, foram escolhidas por funcionários do órgão e revendidas como sendo novas, apesar de os antigos proprietários não terem dado baixa.

As concessões clonadas foram compradas no ano de 2005. Em alguns casos, os envolvidos na venda afirmaram que os antigos donos haviam falecido. Os motoristas que procuraram a Justiça denunciam que à frente do esquema estavam o chefe do departamento de táxi e transportes especiais da CTTU, na época, e um despachante que até hoje possui livre acesso ao órgão.

O esquema foi descoberto no ano passado, mas vinha sendo mantido em sigilo pela CTTU, responsável pelo gerenciamento do trânsito e dos serviços de táxis do Recife. Os motoristas decidiram tornar o caso público porque, mesmo depois de serem ouvidos na sindicância, ainda em julho de 2007, tiveram os termos de permissão cancelados. No depoimento, eles argumentaram que compraram as concessões legalmente, tratando diretamente com o chefe do departamento de táxi de transportes especiais da CTTU. Mesmo assim, em dezembro do ano passado as permissões foram canceladas.

“Em 2005, quando fui comprar a concessão, me indicaram o despachante, conhecido de todos por sempre estar à frente da CTTU. Negociei minha permissão por R$ 11 mil. Fui encaminhado por ele à sala do chefe do departamento citado, apresentei a documentação solicitada e assinei o termo de cessão”, contou o taxista Brithsvan Bonfim.

O motorista, assim como os outros envolvidos, só descobriu que estava usando termos de permissão clonados quando tentou trocar de veículo, em 2006 e 2007. “Desde que comprei a praça, em 2005, vinha fazendo o recadastramento sem problemas. Veja que absurdo. Quando quis trocar de veículo, a CTTU me informou que minha permissão estava com restrição e, depois, que a pasta com todo meu histórico havia sumido. Abriram uma sindicância, me ouviram, e pronto. Soube que o chefe do departamento foi afastado no ano passado. Depois, nos disseram apenas para procurar a Justiça e é o que estamos fazendo”, explicou outra vítima, o taxista Ladjúnior Barros.

Os motoristas têm documentos que comprovam a legalidade da venda. À reportagem, apresentaram cópias da Ficha de Identidade e Credenciamento (FIC) e dos termos de permissão. Um dos taxistas, Domingo Silva, tem com ele o documento original. “Ninguém roubou nada. O que queremos é ter o direito de trabalhar. Pagamos pelas concessões e não foi pouco. Muitos investiram tudo que tinham para conseguir, e agora ficamos no prejuízo?”, questionou o motorista Brithsvan Bonfim.

PCR reconhece fraude, mas não repara os danos

No que depender da Prefeitura do Recife, os taxistas que se dizem vítimas do esquema de venda de concessões de táxis clonadas vão esperar para ter suas permissões de volta ou serem ressarcidos do prejuízo. Ontem, o secretário de Serviços Públicos do Recife, Amaro João, a quem a CTTU está subordinada, reconheceu que houve irregularidades na transferência de diversas praças, mas que ao município cabe apenas a responsabilidade administrativa. A imputação da culpa pelo prejuízo será papel da polícia.

Caso não consigam decisão favorável na Justiça, os motoristas terão que aguardar a investigação criminal para receber o dinheiro investido na compra das praças. “Estamos agindo dentro da nossa responsabilidade e limitações. Apuramos a denúncia administrativamente e não podemos culpar ninguém. Cancelamos as 12 primeiras transferências porque elas estão comprovadamente irregulares. Sabemos que os taxistas que compraram as concessões em 2005 e afirmam terem sido enganados foram prejudicados, mas se não fossem eles, estaríamos lesando os antigos proprietários porque não podem existir dois veículos com a mesma praça”, argumentou Amaro João.

Ao lado do assessor jurídico da CTTU, Antônio Pajeú, o secretário explicou que o órgão agiu assim que tomou conhecimento da primeira denúncia. “Soubemos do que estava acontecendo pelo proprietário de uma das concessões vendidas indevidamente e, de imediato, exoneramos o chefe do departamento de táxi e transporte especial porque foi ele quem assinou as transferências irregulares. Em seguida, instauramos uma comissão de sindicância, que vem trabalhando desde julho do ano passado, quando tudo começou. Foram ouvidos os antigos e os novos motoristas que têm a mesma permissão, além de funcionários e ex-funcionários da CTTU e do Detran. Essa comissão ficará responsável por investigar todas as transferências feitas até hoje, já que sabemos que deve haver muito mais coisa”, disse Amaro João.

O secretário argumentou que a CTTU não pode ser responsabilizada pelas irregularidades. “Sabemos que o órgão deveria ter conhecimento se uma permissão pode ou não ser transferida. Mas houve uso de documentos falsos e os motoristas, tanto os antigos como os atuais, foram vítimas da má-fé de alguns. O órgão não pode criar novas permissões nem ressarcir o prejuízo financeiro.”

sábado, 10 de maio de 2008

Camelôs de volta à Rua do Hospício

Ambulantes tomam conta também das calçadas. Quem caminha pela Rua do Hospício é obrigado a driblar os carros. A pista é disputada por veículos e pedestres e as calçadas pelos ambulantes. A via, que já era congestionada, recebeu ambulantes que antes ocupavam a Avenida Conde da Boa Vista. Pelo menos 22 foram redistribuídos em vias transversais. A mesma rua também é usada para estacionamento de caminhões de carga e descarga. Tudo isso ao mesmo tempo, por mais difícil que possa parecer.

O comerciante José Cícero, 55, trabalha há 10 anos na Rua do Hospício e diz que a PCR nunca conseguiu disciplinar o local. No meio do trânsito, a dona-de-casa Maria do Carmo Laurentino da Silva, 48 anos, caminha tranqüilamente como se estivesse na calçada. "Prefiro andar pela rua. A calçada é muito estreita e tem camelô de um lado e os buracos de outro", reclamou. E ela não é a única, a regra parece ser não usar a calçada. "Por aqui é mais rápido. Além do mais, quem for atravessar a rua de um canto para o outro não tem como subir na calçada que está toda ocupada por camelôs. Então, é mais fácil seguir caminho pela rua mesmo", analisou Luís Carlos Barros, 42, office-boy.
De fato, todo o espaço na extremidade da calçada nos dois sentidos da via é ocupado pelos ambulantes. Segundo o comerciante José Cícero, 55 anos, há 10 trabalhando na calçada da Hospício, os técnicos da Diretoria de Controle Urbano (Dircon) já fizeram várias tentativas para disciplinar o espaço, mas nenhuma ainda deu certo. "Nós já fomos colocados na rua com os bancos encostados no meio-fio para liberar as calçadas, mas o povo continuou andando pelas ruas e depois a gente voltou para as calçadas", revelou Cícero. De acordo com a assessoria de imprensa da Dircon, estão previstas ações de melhorias na via nos próximos dias. A diretora da unidade, Maria José D'Biase, não quis comentar os transtornos no local e tampouco revelar quais as ações que estão previstas para a área.Enquanto isso, os pedestres continuam se arriscando pelo meio da rua.
"A gente tem que ficar de olho nos carros e o trânsito fica ainda pior por causa desses caminhões de carga e descarga que tomam grande parte do espaço", criticou Roberto Silva, 28, autônomo.Carga - Na estreita via do Hospício, há um espaço de 40 metros de extensão destinado para estacionamento de caminhões de carga e descarga. O espaço ocupado por eles e o tamanho do transtorno vem acompanhado da liberação da Companhia de Trânsito e Transportes Urbanos (CTTU). Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a carga e descarga na via é regular e pode ser feita a qualquer hora do dia. Não tão regular é a paciência de motoristas e pedestres. "Isso aqui é um absurdo. Além deles ocuparem quase metade da rua, ainda usam parte da via para depositar os produtos e ninguém faz nada", criticou

http://www.pernambuco.com/diario

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ajuda de João Paulo ao Pacto pela Vida gera brincadeira

Um dos momentos mais descontraídos da entrevista coletiva ocorreu quando o repórter João Valadares, deste JC, perguntou ao governador que avaliação ele faria da participação do prefeito João Paulo neste primeiro ano do pacto.

Antes que o governador começasse a responder, o presidente da Assembléia Legislativa, Guilherme Uchoa, do PDT, deu uma boa gargalhada, ao lado do governador, que também brincou com a saia-justa.

“Você está querendo que eu brigue com o prefeito João Paulo”, respondeu, em tom de brincadeira, antes de citar que Santo Amaro, com redução de crimes, deu uma importante contribuição. Citou de forma genérica investimento em urbanização e iluminação pública, que na verdade foi anunciada no ano passado com o projeto Reluz e não saiu do papel ainda.

“Os prefeitos vão colar mais ainda”, disse acreditar.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Recife é notícia no outro lado do mundo. Mas não há o que se orgulhar

A capital pernambucana virou notícia na imprensa estrangeira. Mas não foi por suas belezas naturais, muito menos pela sua cultura popular, e sim pela violência urbana. O jornal japonês The Japan Times estampou em sua editoria internacional, no último dia 26 de abril, uma foto que mostra moradores do bairro do Coque, na área central da cidade, indiferentes a um corpo estendido no chão.
Na legenda da foto, o jornal traz: "Jovens brasileiros ao redor do corpo de Thiago Franklino de Lima, 21 anos, em um bairro pobre do Recife no começo deste ano. Embora a sangrenta guerra do tráfico do Rio de Janeiro ganhe as manchetes internacionais, Recife, uma cidade de 1,5 milhão de pessoas, é duas vezes mais mortífera, com uma taxa de homicídio de 90,9 pessoas por cem mil habitantes".

Boa Viagem e os deficientes. Quem se habilita a responder?

Segue abaixo o e-mail que enviei à prefeitura – setor que responde pela saúde e bem-estar da população. Uma semana depois enviei-o também ao Ministério Público – Protocolo 2117.

Até agora ninguém se pronunciou.

Caso você possa divulgá-lo, agradeço.

Um abraço, Daisy.

Enviada em: quarta-feira, 23 de abril de 2008 10:54

Assunto: Deficientes

Prezados senhores, Gostaria de saber como acessar, com cadeira de rodas, a nova calçada da Av. Boa Viagem. Onde posso estacionar o carro e transferir o passageiro da frente, com deficiência motora, do meu carro para a cadeira de rodas e chegar à calçada com segurança, ou seja, sem disputar o espaço com os carros que transitam na avenida?

Atenciosamente,
Daisy Amaral

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Túnel do pina: do nada a lugar algum

Em 24 de abril de 2008, a prefeitura do Recife inaugurou um túnel ainda sem nome na Rua Manoel de Brito que evita o cruzamento com a movimentada Avenida Herculano Bandeira e liga as Avenidas Antônio de Góis e República Árabe Unida, no Pina, no Recife. Gastou na obra R$ 24 milhões. Vistoso, pois tem cabeceiras proeminentes, o túnel não vem sendo bem aceito pela população.No dizer da maior parte da população, por enquanto, aquele túnel serve para nada.Mas, a Prefeitura tem respostas para tudo e para todos.

De qualquer forma, por mais elaboradas que sejam as respostas da Prefeitura do Recife, não é sem razão que a população da zona sul não esteja entusiasmada com a obra, pois a realidade mostra que, hoje, aquele túnel liga o nada ao coisa alguma.

Mais um empreendimento tocado pela prefeitura do Recife é alvo de críticas de articulistas do blog. Dessa vez é o economista Alexandre Santos que não poupa adjetivos ao túnel construído no Pina e que vem sendo colocado na vitrine como obra master da atual gestão, destinada mesmo a mote para alavancar a candidatura petista na eleição de outubro próximo. Além dos parágrafos acima, pertencentes ao artigo, é importante que ele seja lido na íntegra pela consistência da argumentação. Veja o artigo inteiro no Blog do Magno. Boa leitura.

Novas mudanças no Leste-Oeste

Foto: Roberto Ramos

A Prefeitura da Cidade do Recife divulgou, ontem, algumas modificações realizadas no funcionamento do Corredor Leste-Oeste. O projeto, inaugurado há pouco mais de um mês, estabeleceu uma faixa exclusiva para ônibus na avenida Conde da Boa Vista. A partir de agora, está proibida a parada de veículos na via e apenas as ruas transversais à avenida serão utilizadas para embarque e desembarque de automóveis, sejam eles táxis, carros particulares ou caminhões.

Para viabilizar a idéia, a prefeitura implantou uma sinalização indicando os pontos de embarque e desembarque para táxis, a fim de orientar quem utiliza o serviço. Com isso, espera-se facilitar a vida do usuário, já que não será mais possível parar na avenida para que pessoas saiam ou entrem nos veículos. O motorista que descumprir a medida estará sujeito à multa.

Ontem, primeiro dia de funcionamento dos pontos de embarque e desembarque, não foi possível observar os efeitos da mudança, pois, por conta do feriado, havia pouco movimento ao longo do Leste-Oeste. Poucos eram os taxistas que circulavam pelo local. Benedito Martins, de 61 anos, e José Carlos Silva diziam ter alguma esperança que as medidas tivessem efeito, pois, desde que o corredor entrou em funcionamento, são muitas as reclamações dos clientes.

“Como não podemos parar no meio da avenida, como era antes, fica mais complicado para os passageiros, principalmente os idosos ou pessoas que apresentam problemas de locomoção, que têm que de dirigir até uma praça. E não somos só nós que reclamamos, os lojistas também sentiram uma queda no movimento, os clientes precisam andar mais para chegar até aos estabelecimentos. De todo modo, tomara que com a organização desses pontos a nossa vida fique um pouco mais fácil. Porém, sentimos falta de um ponto na Gervásio Pires, já que esta rua é um dos principais locais de movimento dentre as transversais da avenida Conde da Boa Vista”, queixou-se Martins.

Outra reclamação dos taxistas é em relação à falta de informação. “Ficamos muito perdidos, muitas vezes as mudanças acontecem e sequer somos comunicados, sabemos apenas pelos jornais ou quando somos multados. Acho que deveríamos ser colocados a par das mudanças com uma certa antecedência. Isso facilitaria o nosso trabalho e garantiria um melhor funcionamento do trânsito local”, reclamou Silva.



segunda-feira, 28 de abril de 2008

Reportagem diz que Corredor Leste Oeste tem ônibus demais. Será? O corredor serve à cidade ou é o contrário?

Roberta Soares,
Caderno de Cidades / Jornal do Commercio

O Corredor Leste-Oeste, faixa prioritária ao transporte público ligando a Avenida Caxangá, na Zona Oeste, ao Centro do Recife, está sendo sufocado pelo excesso de coletivo. Eixo principal do projeto, a Avenida Conde da Boa Vista, com 1,67 quilômetro, não comporta a circulação diária de 730 veículos que operam 78 linhas – 29% do total da frota em operação na Região Metropolitana. É ônibus demais. O excesso tem tirado o sossego dos técnicos, reduzido benefícios aos passageiros e alimentado críticas da população, desacostumada a ver o carro abrir espaço para o transporte de massa.

Os efeitos se concentram à noite. E, principalmente, no trecho entre a Rua da Aurora e as Estações Gervásio Pires. Cálculos técnicos indicam que a Conde da Boa Vista deveria ser percorrida entre cinco e sete minutos. À noite os ônibus levam o triplo do tempo. Às vezes, até mais. O corredor completa 30 dias de operação terça-feira.

"A iniciativa é louvável, é um avanço para a cidade e deve ser copiada. Mas ajustes têm que ser feitos. Os coletivos não podem levar 20 minutos ou mais para percorrer a via. Na Caxangá, que já tem problemas, os 4,5 quilômetros entre o início do corredor, na Madalena, e a Avenida General Polidoro, na Cidade Universitária, são percorridos em 12 minutos", compara César Cavalcanti, vice-presidente da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).

Por três dias, a reportagem acompanhou a operação no corredor, constatando os problemas. À noite, o entrave chega à Avenida Guararapes, fechando o cruzamento com a Rua do Sol. Terça-feira, foram necessários dez minutos para sair da Rua do Sol e percorrer 50 metros, até o fim da Ponte Duarte Coelho. Nesse dia, um coletivo da linha Várzea levou 22 minutos para percorrer a Conde da Boa Vista. Mais de 15 minutos foram gastos entre a Rua da Aurora e as paradas Gervásio Pires.

Outro coletivo, da linha Brejo, percorreu a avenida em 20 minutos, perdendo a maior parte do tempo no mesmo trecho. "Está muito ruim. Têm dias que eu levo esse tempo para passar da Gervásio Pires. Não há espaço para os ônibus", critica o agente administrativo Flávio Santos.

Pela manhã, o corredor é eficiente. Quarta-feira, às 8h, um ônibus da linha Jardim São Paulo levou 12 minutos para percorrer o Leste-Oeste em toda sua extensão, da Rua Benfica à Rua da Aurora. Antes, segundo os empresários do setor, o trecho era feito, no mínimo, em 25 minutos. "É evidente que há excesso de ônibus, mas tirar linhas não é tarefa fácil. Agora, ajustes podem resolver. Um deles é adotar veículos com portas largas que permitam a passagem de mais usuários", afirma o consultor de transporte, Germano Travassos.

PRIORIDADE

Defensor do projeto, ele sugere que a prioridade ao ônibus seja maior na Rua Benfica, onde os coletivos têm apenas uma faixa exclusiva. "Não se trata de perseguição ao carro, mas onde há disputa por espaço ele deve sofrer restrição. Quantos investimentos foram feitos no sistema viário para os carros em detrimento do transporte público?", questiona.


O que mais sobrecarrega o Leste-Oeste é a circulação indevida de linhas que não deveriam passar pela Conde da Boa Vista. O corredor deveria receber apenas as linhas que atendem a Zona Oeste do Grande Recife. As ligações da Zona Oeste representam 42% do total de linhas, dividindo espaço com as da Zona Norte (38%) e da Zona Sul (19%). O restante (1%) corresponde às que circulam pelo Centro do Recife.

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Carros-fortes disputarão espaço com pedestres

A Prefeitura do Recife parece ter encontrado uma solução para os carros-fortes na faixa estreita do Corredor Leste-Oeste.

De acordo com o vereador Daniel Coelho (PV) os veículos irão subir as calçadas. Ganha o trânsito em agilidade e perde o pedestre com a calçada obstruída.

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

TJPE volta a barrar obras do Parque da Discórdia

O desembargador Francisco Bandeira de Melo, do TJPE, acaba de barrar as obras do polêmico Parque da Discórdia, também conhecido como Lindu, em Boa Viagem. Ele revogou a decisão do juiz de primeira instância, Alfredo Jambo, ao julgar um agravo de instrumento apresentado pela estudante Daniela Leite, que pertence ao Democratas do Recife. Mais detalhes ainda hoje.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Taxistas entram na Justiça contra CTTU por embargo na Conde da Boa Vista

A Associação dos Rádio-Taxistas de Pernambuco (Artepe), alegando prejuízos com o Corredor Leste Oeste, especialmente no trecho da Conde da Boa Vista, ingressou com Mandado de Segurança na Vara Sexta Vara da Fazenda Pública da Capital contra o Diretor Presidente da Companhia de Transito e Transporte Urbanco do Recife .

A reclamação será julgada pelo juiz José Henrique Coelho Dias da Silva. Veja aqui, informando o processo nº 001.2008.014275-4. O pedido foi apresentado na terça-feira.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Em caso de dúvida...



Conde da Boa Vista: Socorro, tirem-me daqui!!!

Foto: Roberto Ramos

A Prefeitura do Recife tenta solucionar o caos no Corredor Leste-Oeste transferindo algumas linhas de ônibus para outras vias. Porém, os mortais motoristas com seus carros espremidos numa espécie de mini corredor têm enfrentado problemas muito maiores.

Não existe ponto de fuga. Se um veículo quebra ou se um carro-forte resolve estacionar em plena avenida Conde da Boa Vista.... É um Deus nos acuda. Pense numa obra complicada, essa.

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

CPI para convênio da Finatec e PCR será votada hoje

A Câmara dos Vereadores votará hoje o requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os dois contratos firmados entre a Prefeitura do Recife e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológico (Finatec).
A Fundação realizou consultorias na prefeitura entre os anos de 2002 e 2005, no valor de R$ 19,8 milhões - cada contrato recebeu um aditamento. O presidente da Casa, vereador Josenildo Sinésio (PT), garantiu que o assunto está na pauta do dia. "A liderança do governo (vereador Henrique Leite) pediu para que realizássemos a votação, porque há o interesse de terminar logo com isso", afirmou Josenildo.

O requerimento será analisado em plenário, com votação aberta. "Cada vereador terá que se posicionar publicamente sobre o caso Finatec", disse o líder da oposição, Daniel Coelho (PV). Ele destaca que os votos serão publicados na página da internet da Câmara, como manda o regimento interno da Casa. "O Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público já se pronunciaram sobre as irregularidades dos contratos.
Chegou a hora do Poder Legislativo cumprir o seu papel", ressaltou. Para ser aprovada, a CPI precisa dos votos da maioria dos vereadores. A bancada de oposição conta com apenas oito dos 36 parlamentares, os demais são da base governista.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Associação de Amigos do Parque faz novo protesto em Boa Viagem

Integrantes da Associação dos Amigos do Parque protestaram, na manhã desta quarta-feira (09), contra o projeto de construção do Parque Dona Lindu, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Eles utilizaram faixas e distribuíram panfletos para os motoristas e pedestres que caminhavam no calçadão.

Na última segunda-feira (07), a Prefeitura começou os serviços no local, depois de uma disputa judicial com a Associação, que entrou na justiça para suspender a licitação da obra. Foram três processos nos últimos cinco meses contra o projeto.

No mesmo dia, porém, a Justiça mandou suspender os serviços por um prazo de 72 horas, que termina nesta quinta (10). O projeto, assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, prevê a construção do parque numa área de 33 mil m², entre as avenidas Boa Viagem e Visconde de Jequitinhonha.

O presidente da Empresa de Urbanização do Recife, Amir Schvartz, informou que a Prefeitura vai recorrer, caso a decisão da Justiça seja contra a construção do parque.

http://pe360graus.globo.com/noticias360/matler.asp?newsId=124384

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Dona Lindu: Embargo prorrogado

O juiz Alfredo Jambo, da 3a Vara da Fazenda Pública do Recife, disse na tarde desta segunda (7), em coletiva à imprensa, que a prorrogação do embargo das obras do parque Dona Lindu, em Boa Viagem, por mais 72 horas, atende à sua necessidade de reunir e analisar os cinco processos correlatos que tramitam na Justiça contra o projeto.

De agora em diante, é na 3a Vara que vai se dar todo o embate sobre o parque. Nas próximas 72 horas, o juiz deve produzir a primeira decisão de mérito sobre a polêmica envolvendo o Dona Lindu.

Justiça prorroga embargo do parque Dona Lindu por mais 72 horas

Menos de duas horas depois de o prefeito João Paulo ter divulgado que estava retomando as obras do parque Dona Lindu, em Boa Viagem, inclusive colocando tratores no local, para a limpeza do terreno, o pessoal da Amparque divulgou agora há pouco que o juiz Alfredo Jambo, que julga uma ação do MPPE contra a obra, determinou a prorrogação do embargo da obra por meio de liminar por mais 72 horas.

Numa reação ao projeto, moradores de Boa Viagem estariam deslocando-se para evitar o trabalho dos tratores. Um oficial de Justiça deve comparecer ao local com uma ordem para suspender as obras.

Mais detalhes ainda hoje.

http://jc.uol.com.br/blogs/blogdejamildo


sábado, 5 de abril de 2008

População pede mais atenção para a saúde

Moradores da comunidade Beira do Rio, em Boa Viagem, estão sendo obrigados a procurar outros postos de saúde para serem atendidos. É que, segundo eles, o atendimento no posto do local é ruim e a demora é grande para a marcação de consultas e exames. A denúncia foi apurada pelo projeto Rádio do Povo, da Rádio Jornal.

Ao serem perguntados sobre a questão do atendimento da saúde no local, a resposta é unânime: “Muito ruim. Os médicos e agentes de saúde nos tratam mal, além da demora para conseguir marcar uma consulta”, fala Zoraide Mariana, diretora do conselho de moradores da comunidade. Ela e os outros habitantes reclamam que chegam a esperar meses até serem atendidos. “A gente morre e não consegue fazer o exame”, denuncia o morador Benedito da Silva.

O auxiliar de serviços gerais, Laércio Alves protesta contra o fim das reuniões mensais com o grupo de hipertensos. “Antigamente a gente se reunia com a médica e tinha um acompanhamento completo, mas eles suspenderam sem dar satisfação”, conta.

De acordo com os profissionais do posto de saúde da prefeitura, a dificuldade na marcação de consulta se deve ao fato de existirem poucas vagas na rede pública. “Só posso marcar consultas duas vezes por semana, durante 40 minutos. Cada posto tem uma cota de pacientes que pode marcar, mas nem sempre existem vagas, o problema é a falta de profissionais especializados para atender toda a cidade”, explica Carvalho, responsável pela marcação e exames.

Segundo a médica que responde pelo posto, Leonor Maalouf, o problema não é só lá. “Em qualquer posto da rede pública, é a mesma situação. Fico angustiada em querer atender adequadamente a comunidade, mas não consigo”, lamenta.

Em relação à interrupção das reuniões, a médica conta que o sistema foi alterado, mas que os pacientes continuam a ser atendidos. “Hoje cada um vem no seu horário determinado, fizemos essa modificação para o benefício do próprio paciente, mas o acompanhamento continua a ser feito”, explica.

A reportagem não teve retorno da assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Recife sobre o assunto.

http://jc.uol.com.br/jornal/2008/04/05/not_276564.php

terça-feira, 1 de abril de 2008

Chuva provoca transtornos no Grande Recife

Não importava o bairro nem a rua. Ontem, a Região Metropolitana do Recife, principalmente a capital, viveu um dia de confusão no trânsito, alagamentos e incidentes em diversas vias. Em alguns pontos das Zonas Sul e Oeste do Recife, a água chegou a uma altura de um metro e meio, fazendo com que famílias perdessem móveis e objetos pessoais. Gente que não sofreu a perda de parentes, como a família do garoto soterrado no Ibura, mas que contabilizou prejuízos ao longo do dia.

A circulação ficou difícil por toda parte. Na BR-101, tanto para o Sul como para o Norte, o trânsito ficou e lento e havia filas de carros até o fim da manhã. Na Avenida Abdias de Carvalho, Zona Oeste do Recife, uma árvore caiu em frente aos Correios, fechando duas das três pistas da via.
Na Estância, na mesma região, o Rio Jiquiá transbordou e, com a ajuda das canaletas obstruídas, ruas inteiras viraram um prolongamento do curso d’água. Em Boa Viagem e no Pina, na Zona Sul, as Avenidas Antônio de Góis e Domingos Ferreira pareciam um mar no início da manhã.

No Barro, também na Zona Oeste do Recife, a prefeitura não substituiu a capacidade da tubulação do canal da Rua Santa Maria e pelo menos três residências ficaram tomadas pela água. Em uma delas, localizada na Rua Serra Branca, número 117, os moradores foram obrigados a desocupar o imóvel há uma semana. Sob a casa, um buraco sinaliza que o imóvel pode desabar a qualquer momento.

Na residência em frente, onde moram seis pessoas, a água chegava a uma altura de 50 centímetros e começava a comprometer a estrutura do imóvel. “Esse problema se arrasta há vários anos, sem que a prefeitura faça nada. Só queremos que a tubulação do canal, atualmente de 60 centímetros, seja substituída por canos de cem centímetros, numa extensão de 600 metros. Não estamos pedindo muito”, disse Magdala da Silva, uma das moradoras prejudicadas.

Ainda na Zona Sul, na Vila das Crianças, UR-5, Ibura, o canal transbordou e a água chegou a um metro e meio. As ruas viraram um mar de lama e lixo. “Esse canal recebe a água de diversos bairros próximos e, como vive sujo porque a prefeitura não limpa e a população faz construções em cima, transborda com qualquer chuva. Nós já fazemos nossas casas com quase um metro do chão, mas não tem jeito”, reclamou o porteiro Givaldo Alves.

A chuva trouxe prejuízos também para a classe média. Em Boa Viagem, moradores do Edifício Jerônimo de Albuquerque, na Avenida Domingos Ferreira, não puderam sair de casa porque a água invadiu a garagem, no subsolo, e atingiu um metro e noventa de altura. Os automóveis tiveram que ser retirados rapidamente. O porteiro foi obrigado a usar uma prancha de bodyboard para ligar duas bombas que passaram o dia drenando a água do estacionamento.

Criança morre soterrada

A maior chuva registrada este ano no Recife provocou, ontem, uma tragédia. Um menino de 10 anos morreu soterrado no Ibura, Zona Sul. Na residência atingida por uma barreira estavam a mãe da vítima e quatro irmãos menores, que sofreram ferimentos leves. Além de causar o primeiro óbito na capital desde 2006, a precipitação de 116 milímetros deixou rastro de destruição.
Na Zona Norte, o Rio Morno transbordou e invadiu residências. A água arrastou móveis e eletrodomésticos e desalojou 150 pessoas. Diante dos transtornos, também notificados no trânsito, a prefeitura decretou alerta máximo, intensificando a prevenção em áreas de risco. Segundo a Defesa Civil, o temporal afetou a RMR e o interior. Ao todo, 259 famílias estão desabrigadas em outras dez cidades. Centenas ficaram isoladas no Sertão.
Meteorologia prevê mais chuva para hoje. A reportagem segue nas páginas 2 e 3Eram quase 7h. A dona de casa Edlene José de Lima, 42 anos, dormia com cinco dos seis filhos – crianças e adolescentes – em um dos dois quartos da residência de número 41 da Rua Engenheiro José Mário Leite, em Lagoa Encantada, no Ibura, Zona Sul do Recife, uma das áreas que mais sofrem no período chuvoso. Uma outra filha, de 14 anos, tinha acabado de sair com o namorado. Um estalo e, em segundos, a casa de sete cômodos, feita em alvenaria, veio abaixo.
A barreira de cinco metros atrás do imóvel não agüentou a pressão da chuva da madrugada e se projetou contra a residência. Não sobrou uma parede em pé. Entre os destroços, um dos filhos da dona de casa morto, o mais velho dos meninos: Leonardo José do Nascimento, 10 anos. O garoto dormia próximo à parede e ficou embaixo dela. Suspeita-se que teve o pescoço quebrado. Quando foi resgatado por vizinhos, estava morto.

Tudo aconteceu em segundos. A tragédia não foi maior porque os vizinhos foram rápidos. Muitos estavam acordados desde as 4h, assustados com a intensidade da chuva e calejados por viver em áreas de morro. “Ainda bati na porta da minha comadre, tentei chamá-la para que ficasse atenta ao perigo. Mesmo os quartos tendo sido construídos na parte da frente da casa, o risco existia porque atrás tinha uma barreira”, afirmou o aposentado Edvaldo Carlos de Santos, vizinho da família. O imóvel havia sido alugado por ele e a esposa para abrigar a futura nora, a mãe e os irmãos dela.

Mas Edlene José de Lima não acordou. Ao despertar, estava coberta até a cintura pelos destroços da residência. Além dela e de Leonardo José do Nascimento, a mais nova das crianças, Washington José do Nascimento, 2, ficou soterrada. O menino foi arremessado na canaleta em frente à casa e engoliu muita água, sendo encontrado pelos vizinhos por acaso. “Quando ouvi os gritos do povo corri. Comecei a tirar os tijolos e o resto dos móveis que estavam no local. Quando levantamos uma pedra, foi que vimos ele na canaleta, engolindo a água da chuva”, contou o ambulante Paulo Alves da Silva.

Washington teve um pequeno ferimento na orelha. A mãe das crianças também ficou ferida, com um corte na perna direita. Na casa ainda estavam a menina Elizângela José de Lima, 5, que recebeu uma pancada na cabeça, Leandro José do Nascimento, 8, com um braço quebrado, e a irmã mais velha, Elaine do Nascimento, 15, que nada sofreu. A estudante Edvânia do Nascimento dormiu na casa, mas saiu com o namorado momentos antes do acidente.

Os feridos foram levados à Policlínica Arnaldo Marques, no Ibura, e no fim da manhã receberam alta. Apenas o garoto de 2 anos permaneceu em observação. Ontem, enquanto consolava o irmão mais novo, Edvânia retratava o desespero da família. “Leonardo, cadê você? Eu quero meu irmão de volta. Meu Deus, por que o senhor fez isso?”, gritava, aos prantos, enquanto era consolada pelo namorado e vizinhos. Elizângela, a mais velha, não saiu de perto do corpo do irmão e em certos momentos tocava-o como se quisesse confirmar que estava morto.

IMÓVEL CONDENADO

Os moradores levaram quase uma hora para conseguir tirar toda a família dos escombros. Por último, encontraram Leonardo José do Nascimento. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, o corpo do garoto já estava ao lado dos destroços e os feridos, socorridos. Segundo vizinhos das vítimas, a tragédia era anunciada porque, há três anos, a residência em que Edlene José de Lima morava com os filhos foi condenada pela Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir). Mas o proprietário teria reformado o imóvel e alugado novamente, sem que os inquilinos soubessem da proibição. Algumas pessoas afirmaram que a Codecir vistoriou a área há pouco tempo e não colocou lona na barreira que deslizou.

A coordenadora da Codecir, Nina Macário, confirmou que o imóvel estava condenado. Uma vistoria de rotina havia sido feita no início de março, ratificando a situação. “O proprietário já tinha deixado a casa. Soubemos que ele cedeu a habitação. Essa família estava ali não faz mais de dez dias”, disse.
O penúltimo acidente fatal causado pelas chuvas no Recife aconteceu no dia 19 de maio de 2006. A dona de casa Joyce Suzane Silva de Macedo, 21, foi soterrada por uma barreira que deslizou sobre sua residência, em Água Fria, Zona Norte.