quarta-feira, 21 de maio de 2008

Usuários reclamam de demora e transtornos na avenida Conde da Boa Vista

Quando a Prefeitura do Recife anunciou a construção do Corredor Leste-Oeste na principal avenida da cidade – a Conde da Boa Vista – os mais de 400 mil usuários que diariamente passam por lá imaginavam que o transtorno e a desorganização tanto no trânsito quanto nas paradas de ônibus iriam melhorar. Depois de anos, a população conseguia enxergar uma luz no fim do túnel e teria, enfim, pelo menos na Boa Vista, um transporte organizado. Era apenas imaginação.

A desordem no trânsito da Boa Vista começou antes da inauguração. Durante as obras o caos era diário e perdurava por quase todos os horários do dia. Mais uma vez, a população acreditava que aquilo era passageiro. Responsável pela obra, a Prefeitura do Recife investiu e ainda investe pesado em campanhas publicitárias tentando esclarecer para todos a finalidade e importância do projeto, tido como um dos principais dessa última gestão de João Paulo.

Terminada a obra, veio a tão esperada inauguração. Os engarrafamentos e a espera da população pelos ônibus continuavam. Mais uma vez a alegação dos técnicos da prefeitura e da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) era o período de adaptação.

Mas até agora nada. Depois de inaugurada, muitas mudanças – que não estavam previstas – foram feitas na Conde da Boa Vista. Cinco linhas de ônibus já deixaram de circular pela avenida, dez deixaram de parar no local; proibiram o embarque e desembarque de passageiros de carros particulares e de táxis, inverteram as ordens de algumas paradas, ou seja, fizeram uma série de modificações que complicaram de vez a cabeça do público.

Os passageiros reclamam também das condições das paradas, que são muito estreitas e o principal, reclamam da demora. Pessoas que antes faziam o percurso em poucos minutos, hoje, chegam a levar horas. “Antes eu demorava mais ou menos 15 a 20 minutos para ir da Boa Vista até a Agamenon Magalhães. Hoje, no mesmo percurso, eu levo quase uma hora”, diz um comerciante.

“Fica muito apertado e as vezes passa um ônibus pelo outro e a gente não tem como ver o outro”, reclamou a telefonista Sônia Bezerra. “É muito estreito, as pessoas passam correndo e você fica sem saber o que aconteceu”, diz a estudante Thaís Nascimento.

Outra reclamação dos usuários que utilizam as paradas da Boa Vista é visualização os coletivos. “Você não sabe o que fazer. Tem gente pegando ônibus e outras pessoas querendo ver qual é o ônibus que vem logo atrás. Termina que muitos passam de lado e você ficas impossibilitada de ver se era o seu ou não”, contou a atendente Elaine Gomes.

Com informações da Rede Globo / NE TV 1a Edição, 21.05.2008.

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