sábado, 5 de abril de 2008

População pede mais atenção para a saúde

Moradores da comunidade Beira do Rio, em Boa Viagem, estão sendo obrigados a procurar outros postos de saúde para serem atendidos. É que, segundo eles, o atendimento no posto do local é ruim e a demora é grande para a marcação de consultas e exames. A denúncia foi apurada pelo projeto Rádio do Povo, da Rádio Jornal.

Ao serem perguntados sobre a questão do atendimento da saúde no local, a resposta é unânime: “Muito ruim. Os médicos e agentes de saúde nos tratam mal, além da demora para conseguir marcar uma consulta”, fala Zoraide Mariana, diretora do conselho de moradores da comunidade. Ela e os outros habitantes reclamam que chegam a esperar meses até serem atendidos. “A gente morre e não consegue fazer o exame”, denuncia o morador Benedito da Silva.

O auxiliar de serviços gerais, Laércio Alves protesta contra o fim das reuniões mensais com o grupo de hipertensos. “Antigamente a gente se reunia com a médica e tinha um acompanhamento completo, mas eles suspenderam sem dar satisfação”, conta.

De acordo com os profissionais do posto de saúde da prefeitura, a dificuldade na marcação de consulta se deve ao fato de existirem poucas vagas na rede pública. “Só posso marcar consultas duas vezes por semana, durante 40 minutos. Cada posto tem uma cota de pacientes que pode marcar, mas nem sempre existem vagas, o problema é a falta de profissionais especializados para atender toda a cidade”, explica Carvalho, responsável pela marcação e exames.

Segundo a médica que responde pelo posto, Leonor Maalouf, o problema não é só lá. “Em qualquer posto da rede pública, é a mesma situação. Fico angustiada em querer atender adequadamente a comunidade, mas não consigo”, lamenta.

Em relação à interrupção das reuniões, a médica conta que o sistema foi alterado, mas que os pacientes continuam a ser atendidos. “Hoje cada um vem no seu horário determinado, fizemos essa modificação para o benefício do próprio paciente, mas o acompanhamento continua a ser feito”, explica.

A reportagem não teve retorno da assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Recife sobre o assunto.

http://jc.uol.com.br/jornal/2008/04/05/not_276564.php

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