sábado, 10 de maio de 2008

Camelôs de volta à Rua do Hospício

Ambulantes tomam conta também das calçadas. Quem caminha pela Rua do Hospício é obrigado a driblar os carros. A pista é disputada por veículos e pedestres e as calçadas pelos ambulantes. A via, que já era congestionada, recebeu ambulantes que antes ocupavam a Avenida Conde da Boa Vista. Pelo menos 22 foram redistribuídos em vias transversais. A mesma rua também é usada para estacionamento de caminhões de carga e descarga. Tudo isso ao mesmo tempo, por mais difícil que possa parecer.

O comerciante José Cícero, 55, trabalha há 10 anos na Rua do Hospício e diz que a PCR nunca conseguiu disciplinar o local. No meio do trânsito, a dona-de-casa Maria do Carmo Laurentino da Silva, 48 anos, caminha tranqüilamente como se estivesse na calçada. "Prefiro andar pela rua. A calçada é muito estreita e tem camelô de um lado e os buracos de outro", reclamou. E ela não é a única, a regra parece ser não usar a calçada. "Por aqui é mais rápido. Além do mais, quem for atravessar a rua de um canto para o outro não tem como subir na calçada que está toda ocupada por camelôs. Então, é mais fácil seguir caminho pela rua mesmo", analisou Luís Carlos Barros, 42, office-boy.
De fato, todo o espaço na extremidade da calçada nos dois sentidos da via é ocupado pelos ambulantes. Segundo o comerciante José Cícero, 55 anos, há 10 trabalhando na calçada da Hospício, os técnicos da Diretoria de Controle Urbano (Dircon) já fizeram várias tentativas para disciplinar o espaço, mas nenhuma ainda deu certo. "Nós já fomos colocados na rua com os bancos encostados no meio-fio para liberar as calçadas, mas o povo continuou andando pelas ruas e depois a gente voltou para as calçadas", revelou Cícero. De acordo com a assessoria de imprensa da Dircon, estão previstas ações de melhorias na via nos próximos dias. A diretora da unidade, Maria José D'Biase, não quis comentar os transtornos no local e tampouco revelar quais as ações que estão previstas para a área.Enquanto isso, os pedestres continuam se arriscando pelo meio da rua.
"A gente tem que ficar de olho nos carros e o trânsito fica ainda pior por causa desses caminhões de carga e descarga que tomam grande parte do espaço", criticou Roberto Silva, 28, autônomo.Carga - Na estreita via do Hospício, há um espaço de 40 metros de extensão destinado para estacionamento de caminhões de carga e descarga. O espaço ocupado por eles e o tamanho do transtorno vem acompanhado da liberação da Companhia de Trânsito e Transportes Urbanos (CTTU). Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a carga e descarga na via é regular e pode ser feita a qualquer hora do dia. Não tão regular é a paciência de motoristas e pedestres. "Isso aqui é um absurdo. Além deles ocuparem quase metade da rua, ainda usam parte da via para depositar os produtos e ninguém faz nada", criticou

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