segunda-feira, 19 de maio de 2008

O balé está morrendo

Foi chocante, deprimente e lamentável tomar conhecimento, ontem, no Globo Comunidade, da competente Beatriz Castro, que o Balé Popular do Recife padece por falta de apoio.

Ao completar 30 anos difundindo o que há de mais expressivo nas manifestações culturais da região, tendo chegado a mais de 40 países, inclusive Estados Unidos, China e Japão, o grupo não se pode dar ao luxo de ter sequer uma sede própria.

Aliás, o aluguel do prédio que guarda a indumentária dos seus integrantes e faz seus ensaios, está atrasado há sete meses. Cadê o poder público, meu bom Deus, que não enxerga uma situação de miséria dessas?

É por essa e outras que o turismo do Estado continua patinando, esmagado pela Bahia, que sabe valorizar talento, seriedade e amor aos mais ricos instrumentos de difusão da arte de sua gente. O Balé Popular do Recife é um dos maiores patrimônios vivos do Nordeste.

Com ele, o País popularizou o pastoril, o carnaval, o forró, o maracatu, o bumba-meu-boi, enfim, o que há de mais tradicional da nossa rica cultura popular. Se o Governo não despertar, o País perderá um dos seus ícones culturais.

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