quarta-feira, 28 de maio de 2008

TCE susta mais um pregão da Prefeitura do Recife

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE) aprovou Medida Cautelar determinando à Prefeitura do Recife que suste o Pregão nº 003/2008, tipo menor preço por lote, cuja abertura das propostas estava prevista para hoje (dia 29), até o pronunciamento final do Tribunal.


O objeto do certame é a aquisição de fardamento escolar (shorts, camisas, calças, sapatos e meias) para atender às necessidades da rede municipal de ensino.


Segundo a conselheira Teresa Duere, relatora da prestação de contas da Prefeitura da capital do exercício financeiro de 2008, o Edital do Pregão contém diversas irregularidades, entre elas a exigência de uma amostra do tecido antes da abertura dos envelopes, o conhecimento antecipado dos licitantes e a não inclusão de critérios objetivos para a avaliação dessas amostras. Isso, disse ela, afronta os princípios da igualdade e da competitividade.


O Pregão está dividido em quatro lotes, a saber: um para aquisição de 148 mil shorts, 148 mil camisas e 148 mil pares de meia; o segundo para a compra de 52 mil shorts, 52 mil camisas, 52 mil pares de meia, 26 mil pares de sapato e 26 mil calças tactel; o terceiro para aquisição de 28 mil camisas de farda, 28 mil pares de meia, 14 mil calças jeans e 14 mil pares de sapato; e, o quarto e último, para a compra de 40 mil shorts (para creches), 20 mil camisas sem manga e 20 mil camisas com manga. (Do portal do TCE).

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Domingos Ferreira: se era ruim, vai ficar pior

Os moradores da Zona Sul que enfrenta o dramático Corredor Leste-Oeste, na Boa Vista, vai penar ainda mais para chegar em casa. As duas faixas da Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, já foram interditadas desde as 7h, para obra de esgoto da Compesa. O inferno astral para o cidadão recifense vai durar 30 dias.

Se o trânsito já era um caos no local, vai ficar bem pior.
Sem rotas de fuga, resta apenas a Mascarenhas de Moraes. Porém, para chegar lá o motorista vive um outro drama, além do congestionamento: os assaltos. Realmente, o problema do trânsito será um dos principais motes de campanha este ano para os candidatos à Prefeitura do Recife.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Usuários reclamam de demora e transtornos na avenida Conde da Boa Vista

Quando a Prefeitura do Recife anunciou a construção do Corredor Leste-Oeste na principal avenida da cidade – a Conde da Boa Vista – os mais de 400 mil usuários que diariamente passam por lá imaginavam que o transtorno e a desorganização tanto no trânsito quanto nas paradas de ônibus iriam melhorar. Depois de anos, a população conseguia enxergar uma luz no fim do túnel e teria, enfim, pelo menos na Boa Vista, um transporte organizado. Era apenas imaginação.

A desordem no trânsito da Boa Vista começou antes da inauguração. Durante as obras o caos era diário e perdurava por quase todos os horários do dia. Mais uma vez, a população acreditava que aquilo era passageiro. Responsável pela obra, a Prefeitura do Recife investiu e ainda investe pesado em campanhas publicitárias tentando esclarecer para todos a finalidade e importância do projeto, tido como um dos principais dessa última gestão de João Paulo.

Terminada a obra, veio a tão esperada inauguração. Os engarrafamentos e a espera da população pelos ônibus continuavam. Mais uma vez a alegação dos técnicos da prefeitura e da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) era o período de adaptação.

Mas até agora nada. Depois de inaugurada, muitas mudanças – que não estavam previstas – foram feitas na Conde da Boa Vista. Cinco linhas de ônibus já deixaram de circular pela avenida, dez deixaram de parar no local; proibiram o embarque e desembarque de passageiros de carros particulares e de táxis, inverteram as ordens de algumas paradas, ou seja, fizeram uma série de modificações que complicaram de vez a cabeça do público.

Os passageiros reclamam também das condições das paradas, que são muito estreitas e o principal, reclamam da demora. Pessoas que antes faziam o percurso em poucos minutos, hoje, chegam a levar horas. “Antes eu demorava mais ou menos 15 a 20 minutos para ir da Boa Vista até a Agamenon Magalhães. Hoje, no mesmo percurso, eu levo quase uma hora”, diz um comerciante.

“Fica muito apertado e as vezes passa um ônibus pelo outro e a gente não tem como ver o outro”, reclamou a telefonista Sônia Bezerra. “É muito estreito, as pessoas passam correndo e você fica sem saber o que aconteceu”, diz a estudante Thaís Nascimento.

Outra reclamação dos usuários que utilizam as paradas da Boa Vista é visualização os coletivos. “Você não sabe o que fazer. Tem gente pegando ônibus e outras pessoas querendo ver qual é o ônibus que vem logo atrás. Termina que muitos passam de lado e você ficas impossibilitada de ver se era o seu ou não”, contou a atendente Elaine Gomes.

Com informações da Rede Globo / NE TV 1a Edição, 21.05.2008.

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terça-feira, 20 de maio de 2008

Nordeste: Cidades podem ficar sem verba, Recife e Jaboatão estão entre elas.

BRASÍLIA - No aniversário de um ano do Plano de Desenvolvimento da Educação, comemorado ontem (19), o ministro da Educação, Fernando Haddad, informou que serão investidos mais de R$ 600 milhões no programa Caminho da Escola, que terá linha de crédito do BNDES para aquisição pelas prefeituras de veículos escolares. No entanto, 373 cidades nordestinas estão na relação das que podem perder os recursos repassados pelo MEC para transporte escolar. Elas ainda não prestaram contas do dinheiro repassado pelo Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Em todo o país, são 945 municípios inadimplentes. As duas maiores cidades de Pernambuco, Recife e Jaboatão dos Guararapes, por exemplo, fazem parte da relação. A prestarão das contas do dinheiro recebido durante o ano de 2007 deveria ter sido feita até 15 de abril deste ano.

O repasse será suspenso, até que as informações sejam enviadas ao MEC. Na região Nordeste, os estados que têm mais municípios em situação de inadimplência são o Maranhão, com 83, e a Bahia, 75. Em seguida, aparecem o Piauí (45), Rio Grande do Norte (37) e a Paraíba (35). Alagoas, Pernambuco e Ceará têm 26 municípios nesta situação e Sergipe é onde a situação atinge o menor número de administrações: 20.

A oferta de transporte para que crianças e jovens do interior possam ir à escola com segurança está entre as principais ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Haddad disse que é a primeira vez que o governo federal prevê recursos, veículos de qualidade e a segurança dos alunos. "O cuidado com a segurança dos alunos é o ponto de destaque do programa", afirma. Os ônibus são padronizados, com estrutura para trafegar em estradas rurais, certificados pelo Instituto de Metrologia (Inmetro) e com ciclo de renovação da frota previsto para dez anos. É a esperança para que milhares de crianças nordestinas tenham transporte garantido e deixem de caminhar horas por dia para chegar a suas escolas, como acontece em muitas de nossas cidades.

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

O balé está morrendo

Foi chocante, deprimente e lamentável tomar conhecimento, ontem, no Globo Comunidade, da competente Beatriz Castro, que o Balé Popular do Recife padece por falta de apoio.

Ao completar 30 anos difundindo o que há de mais expressivo nas manifestações culturais da região, tendo chegado a mais de 40 países, inclusive Estados Unidos, China e Japão, o grupo não se pode dar ao luxo de ter sequer uma sede própria.

Aliás, o aluguel do prédio que guarda a indumentária dos seus integrantes e faz seus ensaios, está atrasado há sete meses. Cadê o poder público, meu bom Deus, que não enxerga uma situação de miséria dessas?

É por essa e outras que o turismo do Estado continua patinando, esmagado pela Bahia, que sabe valorizar talento, seriedade e amor aos mais ricos instrumentos de difusão da arte de sua gente. O Balé Popular do Recife é um dos maiores patrimônios vivos do Nordeste.

Com ele, o País popularizou o pastoril, o carnaval, o forró, o maracatu, o bumba-meu-boi, enfim, o que há de mais tradicional da nossa rica cultura popular. Se o Governo não despertar, o País perderá um dos seus ícones culturais.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Taxistas acusam CTTU de vender licenças clonadas

Um grupo de taxistas está denunciando esquema de venda de concessões de praças de táxis clonadas na Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), com a participação de funcionários do órgão. Os denunciantes alegam ter sofrido um prejuízo de R$ 360 mil. A acusação chegou à Justiça através de um mandado de segurança impetrado na 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

A CTTU iniciou investigação administrativa e um dos funcionários suspeitos foi exonerado das funções. Pelo menos 12 motoristas foram prejudicados e há possibilidade de que mais concessões clonadas tenham sido negociadas.

Pela denúncia dos motoristas, o esquema funcionava da seguinte maneira: concessões de táxis, cujos proprietários não estavam fazendo o recadastramento, obrigatório e anual, foram escolhidas por funcionários do órgão e revendidas como sendo novas, apesar de os antigos proprietários não terem dado baixa.

As concessões clonadas foram compradas no ano de 2005. Em alguns casos, os envolvidos na venda afirmaram que os antigos donos haviam falecido. Os motoristas que procuraram a Justiça denunciam que à frente do esquema estavam o chefe do departamento de táxi e transportes especiais da CTTU, na época, e um despachante que até hoje possui livre acesso ao órgão.

O esquema foi descoberto no ano passado, mas vinha sendo mantido em sigilo pela CTTU, responsável pelo gerenciamento do trânsito e dos serviços de táxis do Recife. Os motoristas decidiram tornar o caso público porque, mesmo depois de serem ouvidos na sindicância, ainda em julho de 2007, tiveram os termos de permissão cancelados. No depoimento, eles argumentaram que compraram as concessões legalmente, tratando diretamente com o chefe do departamento de táxi de transportes especiais da CTTU. Mesmo assim, em dezembro do ano passado as permissões foram canceladas.

“Em 2005, quando fui comprar a concessão, me indicaram o despachante, conhecido de todos por sempre estar à frente da CTTU. Negociei minha permissão por R$ 11 mil. Fui encaminhado por ele à sala do chefe do departamento citado, apresentei a documentação solicitada e assinei o termo de cessão”, contou o taxista Brithsvan Bonfim.

O motorista, assim como os outros envolvidos, só descobriu que estava usando termos de permissão clonados quando tentou trocar de veículo, em 2006 e 2007. “Desde que comprei a praça, em 2005, vinha fazendo o recadastramento sem problemas. Veja que absurdo. Quando quis trocar de veículo, a CTTU me informou que minha permissão estava com restrição e, depois, que a pasta com todo meu histórico havia sumido. Abriram uma sindicância, me ouviram, e pronto. Soube que o chefe do departamento foi afastado no ano passado. Depois, nos disseram apenas para procurar a Justiça e é o que estamos fazendo”, explicou outra vítima, o taxista Ladjúnior Barros.

Os motoristas têm documentos que comprovam a legalidade da venda. À reportagem, apresentaram cópias da Ficha de Identidade e Credenciamento (FIC) e dos termos de permissão. Um dos taxistas, Domingo Silva, tem com ele o documento original. “Ninguém roubou nada. O que queremos é ter o direito de trabalhar. Pagamos pelas concessões e não foi pouco. Muitos investiram tudo que tinham para conseguir, e agora ficamos no prejuízo?”, questionou o motorista Brithsvan Bonfim.

PCR reconhece fraude, mas não repara os danos

No que depender da Prefeitura do Recife, os taxistas que se dizem vítimas do esquema de venda de concessões de táxis clonadas vão esperar para ter suas permissões de volta ou serem ressarcidos do prejuízo. Ontem, o secretário de Serviços Públicos do Recife, Amaro João, a quem a CTTU está subordinada, reconheceu que houve irregularidades na transferência de diversas praças, mas que ao município cabe apenas a responsabilidade administrativa. A imputação da culpa pelo prejuízo será papel da polícia.

Caso não consigam decisão favorável na Justiça, os motoristas terão que aguardar a investigação criminal para receber o dinheiro investido na compra das praças. “Estamos agindo dentro da nossa responsabilidade e limitações. Apuramos a denúncia administrativamente e não podemos culpar ninguém. Cancelamos as 12 primeiras transferências porque elas estão comprovadamente irregulares. Sabemos que os taxistas que compraram as concessões em 2005 e afirmam terem sido enganados foram prejudicados, mas se não fossem eles, estaríamos lesando os antigos proprietários porque não podem existir dois veículos com a mesma praça”, argumentou Amaro João.

Ao lado do assessor jurídico da CTTU, Antônio Pajeú, o secretário explicou que o órgão agiu assim que tomou conhecimento da primeira denúncia. “Soubemos do que estava acontecendo pelo proprietário de uma das concessões vendidas indevidamente e, de imediato, exoneramos o chefe do departamento de táxi e transporte especial porque foi ele quem assinou as transferências irregulares. Em seguida, instauramos uma comissão de sindicância, que vem trabalhando desde julho do ano passado, quando tudo começou. Foram ouvidos os antigos e os novos motoristas que têm a mesma permissão, além de funcionários e ex-funcionários da CTTU e do Detran. Essa comissão ficará responsável por investigar todas as transferências feitas até hoje, já que sabemos que deve haver muito mais coisa”, disse Amaro João.

O secretário argumentou que a CTTU não pode ser responsabilizada pelas irregularidades. “Sabemos que o órgão deveria ter conhecimento se uma permissão pode ou não ser transferida. Mas houve uso de documentos falsos e os motoristas, tanto os antigos como os atuais, foram vítimas da má-fé de alguns. O órgão não pode criar novas permissões nem ressarcir o prejuízo financeiro.”

sábado, 10 de maio de 2008

Camelôs de volta à Rua do Hospício

Ambulantes tomam conta também das calçadas. Quem caminha pela Rua do Hospício é obrigado a driblar os carros. A pista é disputada por veículos e pedestres e as calçadas pelos ambulantes. A via, que já era congestionada, recebeu ambulantes que antes ocupavam a Avenida Conde da Boa Vista. Pelo menos 22 foram redistribuídos em vias transversais. A mesma rua também é usada para estacionamento de caminhões de carga e descarga. Tudo isso ao mesmo tempo, por mais difícil que possa parecer.

O comerciante José Cícero, 55, trabalha há 10 anos na Rua do Hospício e diz que a PCR nunca conseguiu disciplinar o local. No meio do trânsito, a dona-de-casa Maria do Carmo Laurentino da Silva, 48 anos, caminha tranqüilamente como se estivesse na calçada. "Prefiro andar pela rua. A calçada é muito estreita e tem camelô de um lado e os buracos de outro", reclamou. E ela não é a única, a regra parece ser não usar a calçada. "Por aqui é mais rápido. Além do mais, quem for atravessar a rua de um canto para o outro não tem como subir na calçada que está toda ocupada por camelôs. Então, é mais fácil seguir caminho pela rua mesmo", analisou Luís Carlos Barros, 42, office-boy.
De fato, todo o espaço na extremidade da calçada nos dois sentidos da via é ocupado pelos ambulantes. Segundo o comerciante José Cícero, 55 anos, há 10 trabalhando na calçada da Hospício, os técnicos da Diretoria de Controle Urbano (Dircon) já fizeram várias tentativas para disciplinar o espaço, mas nenhuma ainda deu certo. "Nós já fomos colocados na rua com os bancos encostados no meio-fio para liberar as calçadas, mas o povo continuou andando pelas ruas e depois a gente voltou para as calçadas", revelou Cícero. De acordo com a assessoria de imprensa da Dircon, estão previstas ações de melhorias na via nos próximos dias. A diretora da unidade, Maria José D'Biase, não quis comentar os transtornos no local e tampouco revelar quais as ações que estão previstas para a área.Enquanto isso, os pedestres continuam se arriscando pelo meio da rua.
"A gente tem que ficar de olho nos carros e o trânsito fica ainda pior por causa desses caminhões de carga e descarga que tomam grande parte do espaço", criticou Roberto Silva, 28, autônomo.Carga - Na estreita via do Hospício, há um espaço de 40 metros de extensão destinado para estacionamento de caminhões de carga e descarga. O espaço ocupado por eles e o tamanho do transtorno vem acompanhado da liberação da Companhia de Trânsito e Transportes Urbanos (CTTU). Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a carga e descarga na via é regular e pode ser feita a qualquer hora do dia. Não tão regular é a paciência de motoristas e pedestres. "Isso aqui é um absurdo. Além deles ocuparem quase metade da rua, ainda usam parte da via para depositar os produtos e ninguém faz nada", criticou

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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ajuda de João Paulo ao Pacto pela Vida gera brincadeira

Um dos momentos mais descontraídos da entrevista coletiva ocorreu quando o repórter João Valadares, deste JC, perguntou ao governador que avaliação ele faria da participação do prefeito João Paulo neste primeiro ano do pacto.

Antes que o governador começasse a responder, o presidente da Assembléia Legislativa, Guilherme Uchoa, do PDT, deu uma boa gargalhada, ao lado do governador, que também brincou com a saia-justa.

“Você está querendo que eu brigue com o prefeito João Paulo”, respondeu, em tom de brincadeira, antes de citar que Santo Amaro, com redução de crimes, deu uma importante contribuição. Citou de forma genérica investimento em urbanização e iluminação pública, que na verdade foi anunciada no ano passado com o projeto Reluz e não saiu do papel ainda.

“Os prefeitos vão colar mais ainda”, disse acreditar.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Recife é notícia no outro lado do mundo. Mas não há o que se orgulhar

A capital pernambucana virou notícia na imprensa estrangeira. Mas não foi por suas belezas naturais, muito menos pela sua cultura popular, e sim pela violência urbana. O jornal japonês The Japan Times estampou em sua editoria internacional, no último dia 26 de abril, uma foto que mostra moradores do bairro do Coque, na área central da cidade, indiferentes a um corpo estendido no chão.
Na legenda da foto, o jornal traz: "Jovens brasileiros ao redor do corpo de Thiago Franklino de Lima, 21 anos, em um bairro pobre do Recife no começo deste ano. Embora a sangrenta guerra do tráfico do Rio de Janeiro ganhe as manchetes internacionais, Recife, uma cidade de 1,5 milhão de pessoas, é duas vezes mais mortífera, com uma taxa de homicídio de 90,9 pessoas por cem mil habitantes".

Boa Viagem e os deficientes. Quem se habilita a responder?

Segue abaixo o e-mail que enviei à prefeitura – setor que responde pela saúde e bem-estar da população. Uma semana depois enviei-o também ao Ministério Público – Protocolo 2117.

Até agora ninguém se pronunciou.

Caso você possa divulgá-lo, agradeço.

Um abraço, Daisy.

Enviada em: quarta-feira, 23 de abril de 2008 10:54

Assunto: Deficientes

Prezados senhores, Gostaria de saber como acessar, com cadeira de rodas, a nova calçada da Av. Boa Viagem. Onde posso estacionar o carro e transferir o passageiro da frente, com deficiência motora, do meu carro para a cadeira de rodas e chegar à calçada com segurança, ou seja, sem disputar o espaço com os carros que transitam na avenida?

Atenciosamente,
Daisy Amaral

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Túnel do pina: do nada a lugar algum

Em 24 de abril de 2008, a prefeitura do Recife inaugurou um túnel ainda sem nome na Rua Manoel de Brito que evita o cruzamento com a movimentada Avenida Herculano Bandeira e liga as Avenidas Antônio de Góis e República Árabe Unida, no Pina, no Recife. Gastou na obra R$ 24 milhões. Vistoso, pois tem cabeceiras proeminentes, o túnel não vem sendo bem aceito pela população.No dizer da maior parte da população, por enquanto, aquele túnel serve para nada.Mas, a Prefeitura tem respostas para tudo e para todos.

De qualquer forma, por mais elaboradas que sejam as respostas da Prefeitura do Recife, não é sem razão que a população da zona sul não esteja entusiasmada com a obra, pois a realidade mostra que, hoje, aquele túnel liga o nada ao coisa alguma.

Mais um empreendimento tocado pela prefeitura do Recife é alvo de críticas de articulistas do blog. Dessa vez é o economista Alexandre Santos que não poupa adjetivos ao túnel construído no Pina e que vem sendo colocado na vitrine como obra master da atual gestão, destinada mesmo a mote para alavancar a candidatura petista na eleição de outubro próximo. Além dos parágrafos acima, pertencentes ao artigo, é importante que ele seja lido na íntegra pela consistência da argumentação. Veja o artigo inteiro no Blog do Magno. Boa leitura.

Novas mudanças no Leste-Oeste

Foto: Roberto Ramos

A Prefeitura da Cidade do Recife divulgou, ontem, algumas modificações realizadas no funcionamento do Corredor Leste-Oeste. O projeto, inaugurado há pouco mais de um mês, estabeleceu uma faixa exclusiva para ônibus na avenida Conde da Boa Vista. A partir de agora, está proibida a parada de veículos na via e apenas as ruas transversais à avenida serão utilizadas para embarque e desembarque de automóveis, sejam eles táxis, carros particulares ou caminhões.

Para viabilizar a idéia, a prefeitura implantou uma sinalização indicando os pontos de embarque e desembarque para táxis, a fim de orientar quem utiliza o serviço. Com isso, espera-se facilitar a vida do usuário, já que não será mais possível parar na avenida para que pessoas saiam ou entrem nos veículos. O motorista que descumprir a medida estará sujeito à multa.

Ontem, primeiro dia de funcionamento dos pontos de embarque e desembarque, não foi possível observar os efeitos da mudança, pois, por conta do feriado, havia pouco movimento ao longo do Leste-Oeste. Poucos eram os taxistas que circulavam pelo local. Benedito Martins, de 61 anos, e José Carlos Silva diziam ter alguma esperança que as medidas tivessem efeito, pois, desde que o corredor entrou em funcionamento, são muitas as reclamações dos clientes.

“Como não podemos parar no meio da avenida, como era antes, fica mais complicado para os passageiros, principalmente os idosos ou pessoas que apresentam problemas de locomoção, que têm que de dirigir até uma praça. E não somos só nós que reclamamos, os lojistas também sentiram uma queda no movimento, os clientes precisam andar mais para chegar até aos estabelecimentos. De todo modo, tomara que com a organização desses pontos a nossa vida fique um pouco mais fácil. Porém, sentimos falta de um ponto na Gervásio Pires, já que esta rua é um dos principais locais de movimento dentre as transversais da avenida Conde da Boa Vista”, queixou-se Martins.

Outra reclamação dos taxistas é em relação à falta de informação. “Ficamos muito perdidos, muitas vezes as mudanças acontecem e sequer somos comunicados, sabemos apenas pelos jornais ou quando somos multados. Acho que deveríamos ser colocados a par das mudanças com uma certa antecedência. Isso facilitaria o nosso trabalho e garantiria um melhor funcionamento do trânsito local”, reclamou Silva.