Primeira morte causada pelas chuvas em Pernambuco. Alerta Máximo, no Recife. Duas cidades do Interior em estado de emergência. Volume de chuvas do domingo para a segunda: 116mm, previsão para todo o mês de março: 262.1mm. Não foram poucas as ocorrências causadas pelo alto índice de chuvas no Estado. A principal delas, a morte de Leonardo, de apenas 10 anos, no Ibura, preocupou as autoridades responsáveis pela Defesa Civil. Jogar futebol, bolinha de gude, empinar pipa, correr, pular, brincar.
Muitos poderiam ser os sonhos que acalentaram o sono de Leonardo, de apenas 10 anos, na madrugada de ontem. Mas, por volta das 6h de ontem, um deslizamento transformou a vida de toda a família em pesadelo. Edilene José de Lima, a mãe, dormia na casa localizada, na rua José Maria Freire, no Ibura, com os cinco filhos quando o desmoronamento aconteceu.
A casa veio abaixo soterrando três crianças. Os vizinhos se juntaram e conseguiram tirar os pequenos debaixo dos escombros. Mas a criança Leonardo José do Nascimento morreu na hora. Diante do ocorrido, o prefeito do Recife, João Paulo, decretou alerta máximo na cidade.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), apesar de ter chovido acima da média histórica em todas as estações de pesquisa, o alto volume de chuvas na Região Metropolitana estava previsto. A causa é uma nebulosidade formada próxima ao litoral, por conta do aumento de 0,5 graus à um grau Celsius na temperatura do oceano, favorecendo as chuvas em todo a região Nordeste.
A média histórica indica a previsão de que chova mais de mil milímetros até julho, com marés altas e alagamentos. Ednaldo Araújo, coordenador do Inmet, informou que a chuva vai continuar a castigar o Estado até agosto. “A média histórica indica um volume de chuvas de até 325.7mm, em abril, 331.8mm, em maio, e em agosto, que é o mês de mais chuvas, 388.9. A previsão para o mês de março foi superada, o que era para ser 262.1mm foi 395.5mm. No mesmo período do ano anterior, choveu 139mm”, informou o coordenador.
RESGATE
Um dos vizinhos que ajudou a resgatar as vítimas conta como aconteceu. “A mãe deles estava gritando muito, a gente acordou e correu para ver. Três crianças estavam soterradas. Eu tirei uma com a ajuda dos outros, entreguei no colo da mãe. Infelizmente a gente não podia fazer mais nada, o outro menino já estava morto, só ficou a cabeça dele de fora. Ela perdeu tudo”, narrou o ambulante, Paulo da Silva, de 30 anos.
Segundo o presidente da Associação de Moradores, Sílvio Lucena, a tragédia poderia ter sido evitada. “Semana passada estava chovendo muito, a Codecir esteve aqui, fez a vistoria, mas não disse nada sobre os riscos. Se eles tivessem feito algo teriam evitado o desastre na proporção do que aconteceu”, lamentou. A mãe e duas crianças foram levadas para o Hospital Otávio de Freitas. Todos estão em quadro estável e fora de risco. Uma das crianças, Washington José do Nascimento, de dois anos, sofreu escoriações na orelha e já recebeu alta.
Leandro José do Nascimento, de oito anos, fraturou o braço, e Edilene sofreu algumas escoriações. Ambos estão hospitalizados. A Coordenadoria de Defesa Civil de Recife (Codecir), informou que a família residente anteriormente no local já havia sido notificada dos riscos e abandonou a residência, entretanto, a família que morava no lugar atualmente, desconhecia os riscos.
http://http://www.folhape.com.br/folhape/materia.asp?data_edicao=01/04/2008&mat=88371
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), apesar de ter chovido acima da média histórica em todas as estações de pesquisa, o alto volume de chuvas na Região Metropolitana estava previsto. A causa é uma nebulosidade formada próxima ao litoral, por conta do aumento de 0,5 graus à um grau Celsius na temperatura do oceano, favorecendo as chuvas em todo a região Nordeste.
A média histórica indica a previsão de que chova mais de mil milímetros até julho, com marés altas e alagamentos. Ednaldo Araújo, coordenador do Inmet, informou que a chuva vai continuar a castigar o Estado até agosto. “A média histórica indica um volume de chuvas de até 325.7mm, em abril, 331.8mm, em maio, e em agosto, que é o mês de mais chuvas, 388.9. A previsão para o mês de março foi superada, o que era para ser 262.1mm foi 395.5mm. No mesmo período do ano anterior, choveu 139mm”, informou o coordenador.
RESGATE
Um dos vizinhos que ajudou a resgatar as vítimas conta como aconteceu. “A mãe deles estava gritando muito, a gente acordou e correu para ver. Três crianças estavam soterradas. Eu tirei uma com a ajuda dos outros, entreguei no colo da mãe. Infelizmente a gente não podia fazer mais nada, o outro menino já estava morto, só ficou a cabeça dele de fora. Ela perdeu tudo”, narrou o ambulante, Paulo da Silva, de 30 anos.
Segundo o presidente da Associação de Moradores, Sílvio Lucena, a tragédia poderia ter sido evitada. “Semana passada estava chovendo muito, a Codecir esteve aqui, fez a vistoria, mas não disse nada sobre os riscos. Se eles tivessem feito algo teriam evitado o desastre na proporção do que aconteceu”, lamentou. A mãe e duas crianças foram levadas para o Hospital Otávio de Freitas. Todos estão em quadro estável e fora de risco. Uma das crianças, Washington José do Nascimento, de dois anos, sofreu escoriações na orelha e já recebeu alta.
Leandro José do Nascimento, de oito anos, fraturou o braço, e Edilene sofreu algumas escoriações. Ambos estão hospitalizados. A Coordenadoria de Defesa Civil de Recife (Codecir), informou que a família residente anteriormente no local já havia sido notificada dos riscos e abandonou a residência, entretanto, a família que morava no lugar atualmente, desconhecia os riscos.
http://http://www.folhape.com.br/folhape/materia.asp?data_edicao=01/04/2008&mat=88371


Nenhum comentário:
Postar um comentário