Primeira morte causada pelas chuvas em Pernambuco. Alerta Máximo, no Recife. Duas cidades do Interior em estado de emergência. Volume de chuvas do domingo para a segunda: 116mm, previsão para todo o mês de março: 262.1mm. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), apesar de ter chovido acima da média histórica em todas as estações de pesquisa, o alto volume de chuvas na Região Metropolitana estava previsto. A causa é uma nebulosidade formada próxima ao litoral, por conta do aumento de 0,5 graus à um grau Celsius na temperatura do oceano, favorecendo as chuvas em todo a região Nordeste.
A média histórica indica a previsão de que chova mais de mil milímetros até julho, com marés altas e alagamentos. Ednaldo Araújo, coordenador do Inmet, informou que a chuva vai continuar a castigar o Estado até agosto. “A média histórica indica um volume de chuvas de até 325.7mm, em abril, 331.8mm, em maio, e em agosto, que é o mês de mais chuvas, 388.9. A previsão para o mês de março foi superada, o que era para ser 262.1mm foi 395.5mm. No mesmo período do ano anterior, choveu 139mm”, informou o coordenador.
RESGATE
Um dos vizinhos que ajudou a resgatar as vítimas conta como aconteceu. “A mãe deles estava gritando muito, a gente acordou e correu para ver. Três crianças estavam soterradas. Eu tirei uma com a ajuda dos outros, entreguei no colo da mãe. Infelizmente a gente não podia fazer mais nada, o outro menino já estava morto, só ficou a cabeça dele de fora. Ela perdeu tudo”, narrou o ambulante, Paulo da Silva, de 30 anos.
Segundo o presidente da Associação de Moradores, Sílvio Lucena, a tragédia poderia ter sido evitada. “Semana passada estava chovendo muito, a Codecir esteve aqui, fez a vistoria, mas não disse nada sobre os riscos. Se eles tivessem feito algo teriam evitado o desastre na proporção do que aconteceu”, lamentou. A mãe e duas crianças foram levadas para o Hospital Otávio de Freitas. Todos estão em quadro estável e fora de risco. Uma das crianças, Washington José do Nascimento, de dois anos, sofreu escoriações na orelha e já recebeu alta.
Leandro José do Nascimento, de oito anos, fraturou o braço, e Edilene sofreu algumas escoriações. Ambos estão hospitalizados. A Coordenadoria de Defesa Civil de Recife (Codecir), informou que a família residente anteriormente no local já havia sido notificada dos riscos e abandonou a residência, entretanto, a família que morava no lugar atualmente, desconhecia os riscos.
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